Alimentação

4 coisas que não devemos dizer aos nossos filhos à refeição

Redação
publicado há 3 meses
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Sabia que o que dizemos aos nossos filhos à mesa pode ser tão importante como a comida que estamos a servir? A psicóloga pediátrica Clementina Almeida, do projeto ForBabies, diz-lhe que frases devem ser evitadas na hora da refeição.

As mensagens que sem querer passamos na hora da refeição têm um impacto poderoso no comportamento alimentar das crianças. Vejamos aquilo que devemos evitar:

«Se comeres a salada tens direito a sobremesa no final»

A típica frase… Qual o problema desta frase?! É que, em princípio não deveríamos usar a comida como recompensa ou punição de qualquer comportamento alimentar, para além disso, estamos a elevar a sobremesa a um estatuto super especial, qual prémio de desafio superado! Ou seja estamos a enviar a mensagem de que existem coisas horrorosas de comer e coisas saborosas…

«És tão esquisito!»

Isto porque em todos os campos incluindo a alimentação colocar um rótulo no comportamento da criança não traz benefícios nenhuns (mesmo quando a criança tem de facto um espetro de alimentos que gosta reduzido), o que vamos conseguir é reforçar a ideia que o seu filho tem de si próprio, tipo «Eu sou uma criança que não gosta de um monte de alimentos e tem medo de tentar coisas novas», o que nos vai dificultar a vida a todos.

«Mais cinco garfadas de frango e três de arroz»

A intenção pode ser boa, estamos a tentar criar um balanço positivo entre o que a criança comeu e o que consideramos que seria o razoável para as suas necessidades nutritivas, mas ao mesmo tempo, em particular em crianças pequenas, estamos a dificultar o desenvolvimento da capacidade da criança de se autoregular e perceber que comemos quando o nosso cérebro nos dá sinais de fome e que paramos quando ele nos dá sinais de saciedade.

«Não vais gostar!»

Mesmo que tenha 99 por cento de certeza que o seu filho não vai gostar desse novo alimento, nunca desencorage a possibilidade de experimentar, para além de que podemos ter que provar cerca de 15 a 20 vezes um alimento para definir uma preferência de paladar!

 

E já sabem, se a coisa aí por casa andar difícil, poderão sempre marcar uma Consulta SOS Papas e esclarecer todas as dúvidas.

Boas papas!

 

 

 

Texto: Psicóloga pediátrica Clementina Almeida, mentora do projeto ForBabies Especialistas em Bebés

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