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«Fui mãe há um mês e não tenho uma queixa a fazer»

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publicado há 2 meses
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Sei o que muitas vão pensar. Que eu ainda não sei nada sobre esta vida de ser mãe. Um mês é pouco para perceber os verdadeiros desafios da maternidade. Até pode ser. Mas o que quero deixar claro com este testemunho é que nem tudo é mau como muitas mães o descrevem.

A gravidez correu na perfeição desde o início. Nunca enjoei, nunca tive uma quebra de tensão, uma tontura, um dia indisposta. Nada! Acreditem que é verdade. A nível físico foi tudo perfeito. Os nove meses perfeitos. Engordei o normal, não tive dores nas costas nem dificuldade em dormir, comer ou respirar. Adorei estar grávida, como devem imaginar…

Ao contrário do que me contavam, o meu parto foi num hospital público e correu na perfeição também. Desculpem frisar tanto esta palavra. Sinto-me realmente uma felizarda. Uma sortuda por tudo! Rebentaram-me as águas antes de completar as 40 semanas, fiz a dilatação toda e sofri apenas cerca de meia hora, ou nem tanto, para ter o Miguel nos meus braços. Assim que ele nasceu puseram-no junto ao meu peito para o chamado ‘contacto pele com pele’. Estivemos abraçados algum tempo. O tempo suficiente para perceber que este será para sempre o meu grande amor. Não há nada nem ninguém que o supere. Chorei. Chorei muito. O meu marido estava ao meu lado de lágrimas nos olhos. Também ele partilhava este amor comigo. O nosso amor.

Desde então, nós os três vivemos um mar de rosas. Não, não vou dizer que ele dorme a noite inteira, nunca chora e que é tudo perfeito de manhã à noite. Claro que não! Isso não existe. Os bebés choram, é a maneira que têm para comunicar. Mas esta aventura tem sido maravilhosa. Ele é um amor, super calminho e temos aprendido a lidar com ele. Adora colinho… Quem não adora? Não quero saber dos palpites da treta.

E quero que todas as mulheres que não são mães estejam conscientes que não é uma tarefa fácil, mas é a mais nobre e maravilhosa de todas. Não quero que assimilem tudo de mau que algumas mães desesperadas dizem. Porque elas também amam os filhos incondicionalmente. Mas não é fácil. Nem todos os bebés são fáceis. Mas tudo vale a pena. TUDO vale a pena.

 

 

 

Texto: Gabriela Carvalho
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