Família

O que sentem as mães que trabalham nos feriados e fins de semana?

Filipa Rosa
publicado há 3 semanas
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A vida é feita de sacrifícios e são muitas as mães que não têm horário flexível, sendo obrigadas a trabalhar em dias de descanso, como feriados e fins de semana. Há quem encare com naturalidade, mas nem todas aceitam esta condição.

Para assinalar o Dia do Trabalhador, que se celebra a 1 de maio, o site Crescer falou com várias mães que abriram o seu coração.

Marta Taborda Siquenique é enfermeira. Trabalha sábados, domingos, feriados, dia ou noite. «Às vezes sinto que estou a roubar a minha filha. Sinto que lhe roubo tempo que devia passar com ela. Amo o que faço, mas às vezes dá vontade de não ir mais… Ela só tem dois anos, ainda não me cobra o tempo que não passo com ela, mas esse dia vai chegar em breve…», desabafa.

Para Vanessa Sousa, trabalhar em dias que seriam para a família não era fácil. No entanto, hoje em dia encara a vida de outra forma. «Trabalho por turnos, com horários super estranhos, e muitos fins de semana a trabalhar! Até há uns meses sentia-me mal com a ausência. Até que a professora do meu filho disse: “Dás o tempo que podes dar” e desde aí tudo melhorou! Dou valor ao tempo de qualidade, e não de quantidade», afirma.

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As palavras de Maria João Melo inspiram qualquer mãe. «Trabalho por turnos de forma oposta ao marido. Neste fim de semana mal vi a minha família. Como compenso? Com todo o meu amor quando estou com eles. Os mais velhos compreendem porque é que os pais têm que trabalhar. Não acho que os tenha que compensar. Trabalhamos todos para que possamos viver bem e felizes. É importante que as crianças o percebam», diz.

Andreia Padrão Campos conhece bem esta realidade. Porém, tomou uma decisão que mudou a sua vida. «Eu já trabalhei muitos fins de semana/feriados durante dois anos sem interrupção. Senti que estava a falhar como mãe, mas era muito feliz a trabalhar. E por isso, quando decidimos ter um segundo filho terminei esse trabalho. Não me arrependo nem um único segundo!», garante.

Apesar da paixão pela profissão, Cátia Carriço vive um dilema. «Este dia 1 vou estar a dar apoio à semana de campo do primeiro curso de formação de soldados de 2019. Como sou a socorrista tenho que estar permanentemente presente dois dias. Acho que roubo o tempo do meu filho, gosto muito do faço, mas também sinto muito por ele, quero que ele tenha orgulho em mim, mas ao mesmo tempo tenho medo que um dia ele me diga que fui uma péssima mãe por este tempo e este falhado», desabafa.

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Foram muitas as mães que quiseram dar o seu testemunho ao nosso site. A grande maioria delas confessa que o mais difícil é mesmo trabalhar nas épocas festivas. Porém, acreditam que o amor dado nos outros dias compensa toda e qualquer ausência.

Vanessa Gonçalves remata este artigo na perfeição: «Costumo trabalhar aos feriados. Os meus filhos são compensados diariamente com amor e tempo muito tempo. Abdico de mim por eles, tem todo o meu tempo, trabalho seis horas por dia o restante é deles. Nunca senti obrigação de compensar porque não lhes retiro tempo de qualidade. Todos os dias temos tempo de qualidade não precisamos dos feriados.»

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