Família

O que mais magoa uma mãe? Quisemos descobrir e as respostas são comoventes

Filipa Rosa
publicado há 1 semana
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Lançámos a questão a várias mães e as respostas não tardaram em chegar. Da falta de tempo à perda de um filho, são muitas as situações que deixam uma mãe magoada.

O desprezo de um filho, a dificuldade em engravidar, a falta de tempo para estar com os filhos, a instabilidade financeira, ver um filho doente e nada poder fazer, os horários inflexíveis, a perda de um filho… Foram muitas as respostas que o site Crescer recebeu e agora partilha consigo.

Leia alguns dos desabafos:

O que mais magoa uma mãe?

Cláudia Mónica

«Falta de tempo para estar com os filhos. A impotência que se sente perante certas situações quando os criamos sozinhas. O ouvir constantemente como os filhos desejavam ter os pais novamente juntos, pois não se recordam como era na altura por serem muito pequeninos, e saber que é missão impossível…»

Ana Carolina Loures

«No meu caso, enquanto mãe divorciada, e com guarda partilhada magoa-me não poder ver os meus filhos crescer sempre ao pé de mim, perder pedaços da vida deles, isso magoa-me imenso, é uma dor indescritível não os ter sempre comigo. Medo de não ser suficiente ou capaz, o querer fazer o melhor por eles sem saber se isso é melhor. Ser mãe é a tarefa mais difícil, mas também a mais reconfortante, é uma incógnita sobre o futuro.»

Tânia Garcia

«O que magoa mais uma mãe é saber que tem os filhos doentes e não pode fazer nada a não ser mimá-los dias a fio até melhorarem. Mesmo com noites sem pregar olho. E por fim acho que o que destrói completamente qualquer mãe é perder um filho. Seja ele ainda um feto, um bebé ou já crescido. Para nós é um filho e pronto.»

Susana Almeida

«Não ter ajuda do Estado quando se fica sozinha com uma criança e depois ser discriminada por ser mãe solteira, “não conseguir trabalhar” porque, como fomos mães, tornamo-nos incapazes…»

Catarina Pinto

«Estar separada do pai e ele não fazer os sacrifícios que eu faço, pôr a filha em segundo lugar e não dar o devido valor ao “trabalho” da mãe.»

Ana Rosalina Fernandes

«O que me afetou mais quando fui mãe foram os julgamentos de pessoas próximas sobre decisões que tomava enquanto mãe. Não estamos à espera disso de pessoas da família no mesmo patamar que nós e qualquer coisinha é motivo para: “Fazes assim?! Papas… Nunca na vida! Que mal educada! Só faz birras. Vais pôr a tua filha na creche/infectário com cinco meses! Que horror!” Chegamos ao ponto de pensar, muitas vezes, que somos mães terríveis… Depois foi o afastamento dos amigos… Eu era mãe, eles não. Já não podia viajar, fazer jantaradas, já nada era mesma coisa. E agora fui mãe pela segunda vez e nenhum deles conhece o meu filho… Por último… As questões do corpo são uma luta diária de aceitação. Mas havemos de chegar lá.»

Cidália Tomé Barriga

«O que me afeta mais como mãe é ver os filhos voarem para longe de mim, passar pelos seus quartos e ver as camas feitas… Ao mesmo tempo fico orgulhosa, mas as saudades são muitas… Meu Deus, que vontade de os pegar no colo outra vez e ouvir um trilião de vezes por dia: “Mãeeee!”»

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