Família

Conheça a história de amor de Catarina, que se apaixonou por um professor 13 anos mais velho com 2 filhas

Filipa Rosa
publicado há 4 semanas
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«Tinha tudo o que era preciso para não dar certo… mas deu.» A história de Catarina Garcia é verdadeiramente inspiradora. O site Crescer quis conhecer a autora do blogue O nosso, as dele e os dos outros.

«Catarina, educadora e professora de primeiro ciclo. Apaixonou-se por um colega professor com quem trabalhava na altura. Esse colega trabalhava na mesma escola, era divorciado, tinha 13 anos a mais e trazia um bónus com ele: duas filhas. Tinha tudo o que era preciso para não dar certo… mas deu. Passados seis meses vivíamos juntos. Passados três anos demos um mano às manas. E aqui estamos nós, uma família não convencional, mas feliz. Fiquem desse lado e sejam felizes connosco.» É desta forma que se apresenta Catarina Garcia, autora do blogue O nosso, as dele e os dos outros.

Ao site Crescer, Catarina, de 31 anos, recorda a sua história de amor com o seu colega de trabalho na escola onde trabalhava. «Eu já trabalhava naquela escola, na Rogério Ribeiro, há quatro anos… Num início de ano letivo, o Zé entrou pela porta e achei-lhe alguma piada, mas nunca dissemos mais do que “bom dia” e “boa tarde”, até porque eu estava com uma pessoa», começa por contar-nos.

«Um dia num almoço de trabalho ficámos um em frente ao outro e falámos bastante. Uma outra noite encontramo-nos numa discoteca e foi aí que tudo começou. O engraçado é que durante dois meses, apesar de eu dormir na casa dele, no trabalho nem desconfiavam. Fiz nessa escola grandes amizades que ainda hoje mantenho, e ainda hoje em dia rimos ao recordar a minha relação secreta com o Zé.»

Para a educadora, o amor não se procura. Nem escolhe idades. «Acho que quanto mais o procuramos mais ele foge. É não pensar muito nisso. Relativamente à diferença de idade, cada caso é um caso. Temos 12 anos e meio de diferença e, às vezes, nota-se nos gostos, nos programas que gostamos de fazer, até na maneira de estar», relata aquela que nunca acreditou amar alguém divorciado e já com filhos. Hoje tem uma excelente relação com as enteadas e orgulha-se disso.

«O casamento com alguém que tem filhos é algo a que eu sempre disse: “Não, nunca!”. E agora olha… Neste caso correu muito bem. Eu também nunca me assumi como substituta da mãe das meninas, era o que faltava. Sempre quis (e continuo a querer) ser uma amiga. E somos muito amigas.»

O facto de não ter problemas com a ex-mulher do marido também beneficia a sua relação com Matilde, de 11 anos, e Gabriela, de 14. «Ajuda também a postura da mãe delas que nunca tentou virar as meninas contra mim, pelo contrário. No fundo, ajuda o facto de serem miúdas muito educadas e sensatas.»

Para a jovem, é possível amar enteados que não são do nosso sangue. «É possível, sim. Nunca as considerei minhas filhas, pois não o são. Chamá-las de filhas não era justo nem para elas nem para a mãe delas, cada coisa no seu lugar», diz.

Catarina tem recebido alguns testemunhos de pessoas que se identificam consigo, que lhe pedem conselhos e que simplesmente pretendem desabafar. «Já recebi algumas histórias felizes como a nossa, outras histórias de relações que falham devido à existência de filhos de uma das partes do casal… Também existem muitas histórias de ex-mulheres que fazem de tudo para envenenar a relação dos filhos com a madrasta. É muito triste…», lamenta.

LEIA AQUI O SEU TEXTO: O que quero deste blogue que continue

Qual o segredo para ser feliz e mostrar que tudo é possível com amor? «Não faço ideia, porque tenho um passado desastroso no que diz respeito ao amor. Passa por viver sem pensar muito no príncipe encantado, até porque isso não existe. Sou muito prática e nada romântica…»

Da relação com José nasceu o pequeno Gustavo, de dois anos. Num texto que escreveu no blogue, Catarina desabafou sobre a dificuldade que teve em explicar ao filho que as irmãs da parte do pai não podem dormir sempre em casa dele. Este é um dos grandes desafios enquanto mãe. «Foi uma fase muito difícil. Foi e às vezes continua a ser. O Gustavo telefona às irmãs sempre que quer e, por vezes, mesmo na semana das meninas estarem na mãe, elas vão ao parque com o Gustavo. Ele já percebe que a mãe dele não é a mãe das irmãs.»

LEIA AQUI: «Como explicar a um bebé que as irmãs da parte do pai não podem viver sempre connosco?»

O nascimento do blogue

A vontade de lançar um blogue era muita, mas foi numa fase difícil da vida que Catarina Garcia avançou com este sonho. E assim nasceu O nosso, as dele e os dos outros. «Já pensava em lançar um blogue ainda antes de conhecer o Zé, mas nunca tinha levado essa ideia avante. Foi quando fiquei desempregada que peguei neste projeto. Nunca pretendi ganhar nada com ele em termos monetários, nem ganho, mas na altura precisava de estar entretida e de me sentir útil. Entretanto, felizmente arranjei trabalho, mas continuei com o blogue, é como um hobby para mim.»

Apesar de ir alimentando o blogue, a paixão pela educação prevalece. «Confesso que não levo isto de ter um blogue muito a sério, aquilo a que realmente me dedico é a ser educadora. Ainda assim fico feliz por ter pessoas que seguem aquilo que escrevo. Algumas dessas pessoas já são como amigas virtuais, há um ano e meio que partilham a sua opinião sobre o que escrevo, quer concordem ou não», refere.

«Por vezes escrevo sobre questões que me atormentam mais, e percebo pelos comentários que não estou sozinha. Agradeço por isso, pelo carinho com que tenho sido tratada.»

Lema de vida? «Já tive vários, mas, por enquanto, se tiver saúde e um teto, estou feliz.»

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