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«Uma vizinha tocou à minha campainha para se certificar que eu não maltratava o meu filho»

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publicado há 2 meses
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O meu filho tem quase três anos e anda a passar uma fase um pouco complicada e chora por tudo e por nada.

De início importava-me e tentava acalmá-lo, mas chegou a um ponto em que perdi a paciência, porque achava que ainda era pior. Prefiro deixá-lo a pensar na vida e que se acalme sozinho, do que eu estar lá a “mandar vir” ou a “apaparicá-lo”.

À conta dessas birras tontas, recentemente tive um episódio inédito.

Estava eu a pô-lo no banho e a gritaria começou. Geralmente a hora do banho é a pior parte do dia. Ele grita, esperneia… e depois lá se cala enquanto está na água. Depois chora para sair, chora para vestir e para secar o cabelo… É uma verdadeira aventura!

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Posto isto, tocam-me à campainha! Achei que fosse o meu marido (que se esquece muitas vezes das chaves de casa), mas não! Era uma vizinha! A minha vizinha de baixo!

«Vizinha, peço desculpa por estar a incomodar, mas já há uns meses que ouço o seu bebé a chorar muitas vezes e principalmente a esta hora! Não quero que me leve a mal, mas ele chora com tanto desespero que ganhei coragem para me certificar que estava tudo bem!»

Em bom português, digo que, à primeira vista, me “caiu tudo”. Fiquei sem reação. Só me lembro de começar a rir-me e de lhe pedir para entrar. Sei que não tinha de o fazer, mas achei por bem mostrar à senhora que o meu filho não sofria maus-tratos, nem de qualquer outro tipo de violência.

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Ela não queria e pediu imensa desculpa, mas eu insisti. Levei-a ao quarto do pirralho, onde ele estava dentro do berço e peguei nele. Expliquei-lhe a situação, que ele chorava bastante no antes e depois do banho e que estava a passar uma fase de muitas birras.

A senhora ficou muito incomodada e pediu mil vezes desculpa. Garanti que não tinha ficado chateada e agradeci o ato dela. Vamos supor que, efetivamente, eu tratava mal o meu filho. Aquela senhora estava alerta para uma possível ajuda para a criança.

Não posso, de todo, levar a mal a atitude dela. Parece estranho? Não! Ela é que está certa. Se desconfiamos de algo, há que agir, e tentar perceber o que se passa. E foi o que ela fez!

Texto: C.I.

 

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