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«Viver com a minha filha, com as dele e com a nossa»

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publicado há 4 meses
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Todos temos o direito de recomeçar… Quando um relacionamento termina, a sensação é de luto, um profundo luto. Tudo fica preto e branco. As cores fogem do lugar, os sons ficam distorcidos, e resta um silêncio doloroso na alma. A vida, definitivamente, fica paralisada por uma dor profunda e angustiante. O que será de nós?

Quando, então, o relacionamento falhado deixa filhos em comum, o cenário piora e o abismo parece querer espreitar.Questionamos como será a vida dos filhos após aquela rutura, muitas vezes brusca.

E não adianta arranjar um culpado. Num relacionamento, todos temos o dever de fazer a” plantinha do amor” e do respeito crescer de dia para dia. Claro, há culpas em maior ou menor grau, mas os dois protagonistas desse filme chamado “casamento” erraram de alguma forma.

Restam as lembranças, a dor, os filhos e as dívidas em comum.

Aquela máxima do “um dia após o outro” é tão verdadeira, que quando nos damos conta, o nosso coração já está preparado para bater por outro alguém. E até o vento que sopra no nosso rosto enquanto conduzimos com a janela aberta a curtir uma tarde solarenga parece ajudar: «Sim, as coisas estão a dar certo. Nós podemos ser felizes novamente!»

Mas dependendo da idade, a nova vida também já terá filhos vindos de outro(s) relacionamento(s) que também ficaram no passado. E a pulsação acelerada das primeiras noites de paixão dará lugar a uma nova realidade: formaremos uma nova família, uma família que já nasce pronta.

De uma hora para outra, os filhos dele(a) e os seus também tornam-se “enteados”. É um mundo de coisas diferentes a serem assimiladas: pessoas com histórias distintas que de repente se percebem num contexto de vida comum. E aí teremos de estar prontos para assumir todas as variáveis dessa equação.

Aos poucos os membros dessa família que já nasce pronta vão-se conhecendo melhor e aprendem a respeitar os limites e o espaço um do outro.

Eu passei por isso. Hoje tenho uma família com direito AOS MEUS, AOS SEUS E AOS NOSSOS. Sim, porque, além da minha filha, fruto do meu primeiro casamento, tenho duas enteadas e uma filha do meu atual relacionamento, o que torna a dinâmica familiar, mais uma vez, diferente.

Todos tivemos de saber lidar com um novo membro: uma nova filha, uma nova irmãzinha.

Enfim, a vida é caprichosa e o destino tratou de nos reunir numa equipa (se bem que a equipa aqui em casa está mais para uma seleção feminina. Somos cinco mulheres!).

E a sensação que fica quando estamos todos juntos à mesa do jantar é que somos todos vencedores. Porque mesmo com as nossas perdas particulares, ganhamos a oportunidade de renascer como pessoas também num outro contexto de vida.

 

Texto: Marcella Bisetto, mãe, advogada e escritora apaixonada

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