Artigo de opinião de Ana Candeias, Assistente Hospitalar de Ginecologia e Obstetrícia, para o Painel de Saúde da revista Nova Gente
A infeção pelo HPV ou Vírus do Papiloma humano é a infecção viral de transmissão sexual mais comum a nível Mundial, estimando-se existir em 75 por cento a 80 por cento da população sexualmente ativa.
Na maioria das vezes é assintomática e de regressão espontânea, sendo eliminada pelas defesas do organismo.
Existem mais de 200 tipos de HPV, dos quais cerca de 40 infetam preferencialmente o trato ano-genital e 12 tipos são considerados de “alto risco”, sendo o HPV 16 e 18, os responsáveis por cerca de 70 por cento do cancro do colo uterino.
A evolução para o cancro é lenta e geralmente assintomática.
É o 4.º tipo de cancro mais frequente a nível Mundial e o 2.º mais frequente em mulheres entre os 14 e 44 anos.
O rastreio pode ser realizado por citologia convencional, desenvolvida por Papanicolau e mais recentemente por citologia em meio líquido, com Tipagem HPV em citologias positivas.
Está indicado em mulheres sexualmente ativas a partir dos 25 anos e até aos 65 anos.
Portugal incluiu a vacina no PNV, em 2008.
A vacina Tetravalente (HPV 6,11,16 e 18) protege cerca de 77 por cento do CCU.
A vacina Nonavalente (HPV 6,11,16,18,31,33,45,52 e 58), introduzida no PNV em Janeiro de 2017, protege cerca de 97 por cento.
Recomenda-se em jovens entre os 9 e 14 com duas doses, aos 0 e seis meses. A partir dos 15 anos e até aos 45 anos, com três doses, aos 0-2 e seis meses. Pensa-se também incluir os rapazes no PNV.
A vacinação associada ao rastreio, previne significativamente a incidência do CCU, prevendo-se, num futuro próximo, passar a ser um cancro “raro”.
Texto: Ana Candeias - Assistente Hospitalar de Ginecologia e Obstetrícia
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