Saiba tudo sobre os amigos imaginários
Bebés/Crianças

A verdade sobre os amigos imaginários

Redação
publicado há 3 anos
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Os pais não podem nem conseguem vê-los, mas que eles existem, existem. Estão presentes na cabeça de muitas crianças e no dia-a-dia de muitas famílias. Esses pequenos seres tão mínimos para nós, pais, porém, tão grandiosos para os nossos filhos, são os chamados amigos imaginários.

Portanto, se o seu filho está a passar por esta etapa, não se assuste nem se preocupe, pois isso é absolutamente normal. Ter um amigo assim é um tipo de comportamento onde a criança encontra a liberdade de se expressar e, para o alívio de muitos pais, até certo ponto não precisa de ser motivo de preocupação.

Os amigos imaginários nada mais são do que companhias que muitas crianças criam e experimentam durante a fase infantil, onde apresentam a fase do desenvolvimento cognitivo, ou seja, de habilidades como a imaginação e a criação.

Por que é que as crianças criam esses amigos?

Bom, na fase do período infantil, as crianças vivem no mundo da fantasia, da imaginação, onde o fantástico e o real se confundem com bastante frequência. Temos como exemplo as crianças acreditarem em fadas, em super-heróis, em bruxas… O amigo imaginário encaixa-se aí, porém, é apenas uma criação da sua cabeça. Não há idade exata para o fim e o início da experiência com um amigo imaginário, pois o momento varia de criança para criança.

Os pais devem determinar o fim dessa amizade?

A tarefa de determinar o fim do amigo imaginário não cabe aos pais. A criança fará isso sozinha quando se sentir preparada. Então, em vez de ficar preocupado porque o amigo imaginário não se vai embora, é essencial prestar atenção na intensidade das brincadeiras. Se desconfia que a interação já está a passar dos limites, observe mais o seu filho e perceba se ele se está a isolar, deixando de comer, a não querer ir à escola… É aqui que a intervenção deve dar início.

O seu filho cresceu e o amigo imaginário ainda o acompanha? Fique atento!

Deve auxiliar a criança, mostrando que o amigo imaginário não passa de uma criação sua. Se mesmo assim ainda persistir, será conveniente procurar ajuda psicológica. Quanto à questão dos pais poderem ou não entrar nessa fantasia da criança, a resposta é que devem entrar na brincadeira e jamais negar a existência do amigo, porém, não dando muita ênfase, nem tão-pouco reprimir a criança de continuar a brincar com o amigo.

O que se pode fazer para “entrar na brincadeira”?

Um exemplo do que se pode fazer é pedir desculpas ao amigo por se ter “sentado” em cima dele e depois mudar de assunto. Isso mostra à criança a sua aceitação. O que não é muito recomendável dizer são coisas como: «Vai buscar o teu amigo para dormir», ou «chama o Fred para jantar.» Apesar de mostrar à criança que aceita o facto de ela passar parte do dia com o amigo, ela precisa de ter a plena consciência de que aquele ser vem da cabeça dela, e só. Há também casos onde a criança usa o amigo como desculpa para um mau comportamento, por exemplo, bater num amigo e dizer que foi o amiguinho imaginário que cometeu o ato. Essas ações são sinais de que é preciso prestar mais atenção ao caso. Para situações como essas, os pais devem mostrar à criança que o erro faz parte da realidade e que não se deve repetir. Essa fase não costuma durar muito, termina assim que ela percebe que também recebe as consequências do seu erro.


Agradecimentos: Dra. Fernanda Domingos Spengler, Psicóloga; Site: www.psicoinfantil.net/blog; Facebook: https://www.facebook.com/psicoinfantilnet

 

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