Saúde

Uso excessivo de medicamentos para a febre

Redação
publicado há 3 meses
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A febre é um dos principais sintomas que motiva assistência médica. É causador de grande ansiedade nos pais, pelo receio que a febre, sobretudo elevada, provoque lesões cerebrais ou convulsões.

Muitos estudos demonstraram este ‘medo da febre’, verificando que muitos pais administram medicamentos mesmo se os filhos estiverem sem febre ou apresentem valores baixos (38ºC).

A febre é um mecanismo fisiológico com efeitos benéficos no combate à infeção, diminuindo o crescimento e multiplicação de bactérias e vírus e potenciando as defesas do organismo.

Assim, deve ser combatida apenas no sentido de aliviar o desconforto da criança e reduzir a possibilidade de perdas excessivas de água pelo organismo.

O paracetamol e o ibuprofeno, medicamentos mais frequentemente usados na criança com febre, devem ser utilizados com critério, pois, para além de não tratarem a doença em si, associam-se a efeitos secundários e a risco de toxicidade do organismo (por sobredosagem, por uso de forma continuada), nomeadamente do fígado e do rim. Não se devem assim fazer medicações fixas. Em nenhum caso de febre ou dor deve ser administrada aspirina à criança.

Em resumo, a febre alta (>39ºC), por si, não provoca convulsões nem lesão cerebral e não se associa necessariamente a doença grave. Muitas doenças banais dão febre elevada. Os medicamentos devem ser usados criteriosamente, com o objectivo de melhorar o conforto da criança e não focados na normalização da temperatura. Não use medicamentos de forma fixa, excepto se indicação médica, esteja atento às dosagens prescritas e mantenha-os protegidos e longe do alcance das crianças.

 

Mónica Cró Braz
Pediatra, hospital CUF Descobertas

 

Fonte: https://www.saudecuf.pt/
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