A repórter da SIC foi mãe pela primeira vez aos 38 anos e prepara-se para um segundo filho aos 42. Sente-se assustada, mas garante estar a cumprir «à risca» tudo o que os médicos mandam.
«Eu acho que está a custar mais!» É desta forma que Sofia Fernandes descreve a segunda gravidez que está a viver.
Aos 42 anos, a repórter da SIC está grávida de cerca de 20 semanas (cinco meses) e ainda não sabe se é menino ou menina, mas não esconde que os três primeiros meses «foram um inferno.» «Os primeiros meses, até ter a certeza que estava tudo bem, arrastaram-se. Agora está um bocadinho melhor. Não tive sintomas, mas era o garantir que estava tudo bem. Fazer todos os exames, saber que o bebé era saudável… tudo é um stress imenso. Já tenho 42 anos, portanto, o stress é maior porque nunca se sabe. É difícil, por isso é pensar que esteja tudo bem e que corra tudo bem», conta ao site Crescer.
«Nunca tive uma gravidez onde não tivesse de fazer amniocentese»
E a questão da idade é um tema bastante abordado pelas mulheres que querem ser mães. Assusta engravidar aos 42 anos? «Claro que assusta, porque os riscos são maiores. Eu também fui mãe pela primeira vez aos 38, portanto nunca tive uma gravidez onde não tivesse de fazer amniocentese e que não houvesse riscos que são muito maiores a partir dos 35 anos. Não há como evitar. Claro que tenho muita noção e que faço cegamente tudo o que a médica manda. É tudo para que corra bem», diz .
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E apesar de ainda não saber se é menino ou menina, e sendo já mãe de um rapaz, Sebastião, de quatro anos, há preferência pelo sexo do segundo filho? «O que vier será bem-vindo. Adoro rapaz, a simplicidade dos rapazes. Nunca ninguém olhou para mim como o meu filho olha», diz embevecida.
«Os rapazes têm uma paixão assolapada para sempre pelas mães. As miúdas “pegam-se” com as mães, portanto isto é uma decisão lógica. Por mim… quero outro a olhar para mim do género: como se fosse Deus na Terra», continua divertida.
«Não sou escrava da forma física»
Há cerca de um ano, Sofia Fernandes perdeu 24 quilos devido a uma dieta rigorosa e a exercício físico regular. Será que o facto de agora estar a aumentar o peso por causa da gravidez, lhe trará algum desconforto a nível psicológico? «O meu objetivo maior é ser mãe. Queria muito e quero muito ser mãe pela segunda vez, portanto foi difícil, porque estive a tomar alguma medicação que não ajudou… Estava com os apetites completamente descontrolados. Fiz alguns disparates, mas estou-me a borrifar», garante.
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«Claro que tenho de comer de uma forma saudável, porque ter peso a mais pode ser perigoso também para o bebé… É uma questão de saúde que pode prejudicar, portanto vou ter algum cuidado, mas não sou escrava da forma física. Apetecia-me estar mais magra e caber nas minhas calças 36, o que não acontece. Já tive de ir buscar calças de quando estava mais gordinha, mas quando tiver o bebé, depois penso nisso. Agora, a prioridade única na minha vida é que tudo corra bem; ter um bebé saudável e termos a nossa família completa porque acredito que vamos ficar por aqui, o que já é maravilhoso», assume.
Isto significa que Sofia não quer ter mais filhos? «É possível com mais idade, sim, mas hoje em dia temo muito mais a morte. Não é por mim, mas é pelos filhos. Eu tenho de estar aqui saudável e muito bem para cuidar deles», assegura.
«O Sebastião não gostou da ideia de partilhar a mãe e o pai»
Sebastião, primeiro filho de Sofia Fernandes e José Barbosa, tem quatro anos e a repórter contou ao site Crescer como foi a reação do pequenito ao saber que ia ter um mano ou uma mana. «E ele perguntou quando. Nós dissemos que era na primavera. Então ele sabe que o Natal é no inverno e que o bebé nasce na primavera», conta com um sorriso.
E acrescenta: «Ele está contente. Diz que partilha os brinquedos, o que é um sinal positivo. Não gostou muito da ideia de partilhar a mãe e o pai, sobretudo a mãe. Eu acho que é uma coisa que não vai gostar muito., mas vai ser bom. A minha preocupação é dar-lhe muita atenção para que ele não se sinta renegado para segundo plano. Isso vai cansar mais ainda, mas tenho de o fazer», termina.
Fotos: Helena Morais



