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«Será que se ama um segundo filho como o primeiro?»

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publicado há 4 meses
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Ana Reis, autora do blogue Meninas da Mamã, escreveu um texto sobre como amar dois filhos. Um testemunho a não perder.

A propósito deste texto do Eduardo Sá, que diz que nunca se ama um segundo filho como o primeiro, fiquei a pensar um bocadinho na minha experiência.

Nunca tive medo de não amar tanto a minha segunda filha como a primeira, mesmo antes de saber que estava grávida. Sendo eu segunda filha seria incongruente se assim fosse. Por outro lado, sempre tive noção de que a forma de amar não poderia ser igual, a começar logo pelo facto de não havendo dois filhos iguais, também a forma de demonstrar o amor não poder ser igual.

E depois há tantas outras circunstâncias que nos moldam e nos fazem ser diferentes… Quando a Mafalda nasceu, por exemplo, fui invadida pelos famosos “baby blues”. Durante as primeiras semanas estive triste, insegura, sem conseguir desfrutar do momento.

Leia ainda: «O segundo filho é aquele que nasce para te provar que é possível amar mais do que um filho»

Não sei porquê, já que até ela nascer eu era a cara chapada da felicidade. Fui traída pelas hormonas e tive também um pós-parto muito doloroso, o que me condicionou ainda mais.

Isto fez com que a sensação de apego não fosse imediata. Espero não ser mal interpretada, é lógico que eu estava feliz e amava a minha filha, mas sentia-me tão pequenina e tão melancólica que não conseguia tratar dela e de mim de forma natural. Isto durou cerca de 15 a 20 dias, mas pareceu-me uma eternidade, até porque como tinha muitas dores, foi mesmo um tormento. Depois com o tempo rapidamente voltei ao normal e apaixonei-me perdidamente pela minha pisquinha tão linda.

Já com a Maria João foi tudo muito fácil e imediato. Tive, desta vez, a sensação de leoa a proteger a cria logo de início e a necessidade de a ter sempre comigo.

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Uma vez disseram-me que a primeira vai ser sempre a primeira, até pelo que ela representa. Porque vai ser a primeira a cair, a primeira a levantar, a primeira a ir para o colégio e depois para a escola, a primeira a ficar doente, a primeira a ganhar algo, a primeira a sair da nossa asa, e tudo o que implica ser a primeira vez de algo faz-nos recear e ser mais cautelosos.

Na segunda já sabemos como foi, já descomplicamos e aproveitamos o momento. Como não perdemos tanto tempo a idealizar como vai ser, podemos viver a situação de forma mais plena, sem medos, nem fantasias.

Faz sentido, realmente! E se lermos o texto com atenção, chegamos à conclusão que o título não podia ser mais enganador, pois se de facto «nunca se ama um segundo filho como o primeiro», isso não significa «que se ame o primeiro de forma melhor».

Como diria o outro, vale a pena pensar nisso!!!

Texto: Ana Reis, autora do blogue, Meninas da Mamã

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