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«Ser mãe é ter dias bons, dias maravilhosos, dias maus e dias péssimos!»

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publicado há 1 semana
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Ser mãe é ter dias bons, dias maravilhosos, dias maus e dias péssimos!

Ser mãe é rir, chorar e por vezes desesperar.

É querer controlar tudo e perceber que a partir do momento em que somos mães não controlamos (quase) nada.

A nossa vida passa a ser vivida em função daqueles seres de palmo e meio, tudo é planeado em torno deles, do bem estar deles, da felicidade deles.

É um desafio tão, mas tão exigente que muitas vezes me pergunto se estarei mesmo à altura. E depois, bem no fundo, sei que sim.

Às vezes parece tão difícil que dou por mim a sentir-me desarmada e a chorar. De frustração, medo de não ser suficiente, de medo que o meu melhor não chegue.

Às vezes é tão duro gerir a emoção de cada um deles misturada no turbilhão que são todas as emoções deles juntas, que me sinto ultrapassada emocionalmente.

Aprendi a aceitar que há dias mais exigentes e dias mais tranquilos. Nos dias mais exigentes, vou conseguindo puxar por mim para me trazer de volta à realidade e ao que posso controlar (o meu comportamento e o modo como encaro o que sinto) ao invés de entrar na espiral de emoções descontroladas. Nem sempre consigo, e também aceito isso, é difícil, mas aceito.

Aceito que não sou a super mulher que gostaria. Aceito que por vezes não sei o que fazer. Aceito que quase todos os dias tenho de deixar coisas para trás. Aceito que por vezes precisava de uma folga de mãe sem me sentir culpada por sentir isso.

Mas, apesar de todas as dificuldades e desafios, ser mãe é mesmo a melhor coisa da minha vida.

É no papel de mãe que me sinto completa. É onde me sinto em casa. É nos braços deles que me reencontro e foi com o nascimento de cada um deles que também eu renasci.

Acredito que ao investir na minha relação com eles, estou a investir no futuro. No futuro deles e no futuro da sociedade.

Ao trabalhar o melhor que sei para lhes transmitir valores e princípios, ao contribuir de forma consciente para a sua formação enquanto pessoas emocionalmente inteiras, sei que estou a dar o meu contributo para a sociedade.

Acredito que uma mãe não é só mãe dos seus filhos. Acredito que todas nós, mães de de hoje, somos um bocadinho mães do futuro da humanidade.

 

 

 

Texto: Cátia Godinho do projeto A Nossa Mãe é Enfermeira

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