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Ser mãe aos 19 anos e, agora, aos 33… não há comparação possível

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publicado há 2 meses
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Viver uma gravidez com 19 anos e outra com 33 faz-me parecer que são gestações de séculos diferentes.

Se por um lado agora tenho acesso mais fácil e rápido a todo o tipo de informação, por outro preferia não ter.

Isto de estarmos informados demais ou a falta de filtro daquilo que nos é transmitido, faz-nos mal.

Há 14 anos não existia Facebook, nem tão pouco existia esta acessibilidade à tecnologia de agora, que faz com que de repente todos tenham certezas sobre tudo.

Por isso mesmo, e apesar da minha imaturidade da altura, considero que tive uma primeira gravidez mais tranquila e mais relaxada.

Agora faço mais exames, tenho mais amigas grávidas ou com filhos pequenos, a Internet bombardeia-nos de ideias para tudo e mais alguma coisa, e que na verdade a grande maioria serve para nos fazer gastar dinheiro.

O problema não é andarmos preocupadas com a normalidade de uma gravidez, porque é certo que todas queremos ter uma gravidez saudável.

A grande constatação que faço é que o normal para mim não é o normal para todas as grávidas do planeta e, por isso mesmo, não podem existir comparações e preocupações consequentes.

Mas nem tudo é mau! Tiro imensas dúvidas através das experiências que leio e ouço, mas nunca deixo de consultar os profissionais de saúde.

Apesar de considerar que agora sim, estou na idade certa para ter um filho, a precocidade da minha primeira gravidez ensinou-me muito mais!

Em quantas situações já pensámos que «não saber» sobre determinados assuntos seria vantajoso? Eu penso nisso algumas vezes, evitava que andasse stressada e preocupada com coisas tão normais do ser humano e tudo fluía de forma mais natural.

Mas como cada caso é um caso, esta é só a minha opinião.

Não precisei de ler na Internet para aprender a lidar com uma diferença de quase 14 anos entre dois filhos. Não sabia a reação da mais velha, até lhe ter dito. E até isso foi uma surpresa!

Já me disseram que é uma diferença grande demais e não farão companhia um ao outro, ou que os ciúmes vão dominar a casa durante uns tempos. Tenho de discordar totalmente! Ela está entusiasmada com o nascimento do irmão, e bastante curiosa até!

Conheço o discurso, as reações e as expressões da minha filha! Sei ler a linguagem verbal e não verbal dela e é dessa ferramenta que preciso para lidar com tudo o que virá!

Sei que me ajudará imenso, já ajuda. E para os eventuais ciúmes ou preocupações inesperadas, cá estarei para tentar resolver da melhor forma. Sempre o fiz! As crianças são todas diferentes. De que me adianta pesquisar sobre isso ou perguntar a quem teve essa experiência? Para sofrer por antecipação e andar ansiosa?

Na altura logo se vê!

Não conseguimos controlar a nossa vida por completo, porque estamos sempre dependentes dos outros, caso contrário viveríamos sozinhos!

Ninguém me ensinou a ser mãe, fui aprendendo. Acho que hoje em dia as pessoas têm receio de não fazer o mais correto, têm medo de errar e, por isso, as inseguranças aumentam. Infelizmente é o reflexo da sociedade. Basta olharmos para o panorama em que se encontra a educação.

Em 2004 a minha gravidez foi tão tranquila que só fiz a mala para a maternidade quando a minha irmã me alertou. Agora já ando preocupada com isso, porque vejo imensas mães prevenidas desde as 28 semanas!

Em 2004 fazia análises e não punha os prints no Facebook para comparar valores. Agora vejo as minhas análises e outras tantas, mesmo que não queira!

Em 2004 preparei tudo, mas não me preocupei com stocks, promoções ou eventuais alergias. Agora dou por mim a procurar os preços baixos e fazer contagem de fraldas diárias e tamanhos!

Em 2004 não dividi a roupa por meses ou tamanhos. Este ano já decidi que o farei!

Em 2004 não tinha muda fraldas. Agora já tenho!

Em 2004 tinha menos possibilidades. Agora a vida está financeiramente melhor e o dinheiro continua a não sobrar!

Não sou imune aos conselhos dos outros, nem tão pouco menosprezo quem tem experiência ou quem quer ajudar, mas tudo tem a sua medida! Ou então sou só eu que sou esquisita.

Fui mãe com 19 anos e agora vou ser com 33. É novamente maravilhoso, mas não há comparação que se possa fazer!

 

 

 

Texto: Teresa Martins
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