Saúde

Seja Dador de Medula: Saiba como e onde se pode inscrever

Filipa Rosa
publicado há 2 semanas
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Portugal regista anualmente cerca de mil novos casos de leucemia. Esta doença não distingue idade, sexo, ou condição social, mas nas suas variantes agudas tem uma incidência particular em jovens e crianças. Uma elevada percentagem dos doentes com leucemia necessita de realizar um transplante de medula óssea como recurso terapêutico final que lhe assegure a sobrevivência.

No site da Associação Portuguesa contra a Leucemia pode esclarecer todas as dúvidas que tenha sobre o assunto. Se quiser ser dador, nós damos-lhe algumas informações.

O que deve saber antes de se registar como potencial Dador de Medula óssea:

Registar-se como potencial dador de medula óssea implica apenas preencher um impresso e tirar uma pequena amostra de sangue, nada mais. Só uma ínfima quantidade de potenciais dadores tem o privilégio de ser “ativado” e realmente poder salvar uma vida. O potencial dador pode, em qualquer momento, desistir do processo.

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A decisão de se registar como dador deve, portanto, ser uma decisão totalmente voluntária, ponderada e consciente para não causar falsas expectativas em doentes necessitados.

Uma vez registado como potencial dador poderá ser chamado para salvar alguém até aos 55 anos de idade.

Principais condições para se inscrever como potencial dador de medula óssea:

  • Ter entre 18 e 45 anos;
  • Peso mínimo de 50kg;
  • Altura superior a 1,5m;
  • Ser saudável;
  • Nunca ter recebido transfusões após 1980;
  • Nota: Não precisa de estar em jejum

O que levar:
BI e Cartão de Utente ou Cartão de Cidadão. No caso dos cidadãos estrangeiros, deverão levar o Visto de Residência.

O que é feito:
Preenchimento de um questionário e caso reúna as condições necessárias para se tornar dador de medula óssea, é-lhe retirada uma pequena amostra de sangue.

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A história da bebé Maria

Rita e Miguel são pais de Maria. Em dezembro de 2016 foi diagnosticada à filha deste casal uma leucemia grave, sem cura. O único tratamento eficaz a longo prazo seria um transplante de medula óssea. Tinha apenas um ano.

Para conseguirem encontrar um dador compatível, o casal tentou sensibilizar as pessoas através das redes sociais, criando a página Salvar a Vida da Maria. Durante alguns meses, os pais nunca desistiram, nunca duvidaram que iriam conseguir. E Rita não esquece o dia em que descobriu que havia um dador compatível com a filha e que lhe iria dar o maior presente, uma vida nova. «Nós antes da médica nos dizer, recebemos uma chamada a marcar os exames de preparação para transplante e então percebemos que havia um dador», conta-nos Rita. «Foi uma alegria, uma coisa incrível, porque sem dador não havia opções, com dador nós também sabíamos o que podia correr mal, mas já havia ali uma hipótese que nós queríamos e pela qual tínhamos lutado, foi mesmo muito bom.»

Rita e Miguel nunca conheceram o dador nem podem. A única forma é contactá-lo por carta. E isso gostariam de fazê-lo. «Obviamente que, se nós pudéssemos conhecer o dador, gostávamos de o conhecer por uma questão de agradecimento mais pessoal, conhecer a pessoa que, no fundo, deu vida à Maria, porque é isso, é o maior presente que se pode dar», afirmou.

«O facto de haver confidencialidade entre dador e paciente está previsto na legislação portuguesa e faz todo o sentido. Inicialmente não se sabia que havia esta regra, e chegámos a questionar isto ao CEDACE, que é quem gere a base de dados dos dadores de medula e explicaram-nos tudo.»

Veja aqui a nossa reportagem especial sobre a história da Maria.

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