Saúde

Saber realizar o autoexame da mama pode salvar uma vida. Conheça os sinais de alerta

Redação
publicado há 3 semanas
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O mês de Outubro é assinalado como o Mês Rosa e pretende alertar e promover a consciencialização do cancro da mama. É por isso importante falar um pouco sobre a necessidade de sensibilização da população portuguesa sobre a temática da prevenção e do diagnóstico precoce do cancro da mama.

Um dos aspetos mais importantes para prevenir esta doença é alertar a pessoa para a capacidade de reconhecimento dos sintomas de forma precoce. Segundo o cirurgião plástico Dr. David Rasteiro «hoje em dia felizmente já existe uma maior consciencialização das mulheres portuguesas para os perigos do cancro da mama. No entanto, o mais importante é seguir alguns passos como falar com o seu médico e realizar exames regulares que permitam detetar o problema em fase inicial».

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Os exames de rastreio assumem-se como uma garantia vital de precaver qualquer situação de doença. Conversar em ambiente de consulta com o seu médico, colocar questões acerca de quando começar e com que frequência deve fazer exames para despistar a doença, são passos muito importantes no combate a uma das doenças que mais afeta a população portuguesa, em especial a população feminina.

De acordo com o Dr. David Rasteiro, «existem alguns exames que ajudam a detetar a doença. Desde o autoexame da mama por parte da mulher até a uma mamografia de diagnóstico, é possível estar a tento aos sinais de alerta».

Rastreio de 2 em 2 anos

Outro ponto referido pelo Dr. David Rasteiro prende-se com a «a importância do rastreio regular que é recomendado entre os 50-69 anos com exames de dois em dois anos».

Caso existam alguns fatores de risco então sim é recomendado mais cedo, podendo ser necessário realizar um exame de rastreio a partir dos 40 anos.

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A importância do autoexame

O autoexame da mama assume um valor significativo na prevenção da doença. De acordo com o Dr. David Rasteiro «uma mulher deve saber realizar um autoexame à mama. Pequenos gestos podem ser relevantes para detetar um problema».

Este exame deve ser feito mensalmente, para avaliar quaisquer alterações nas mamas. A melhor altura para realizar o autoexame da mama, é aproximadamente uma semana depois da menstruação (no final do período menstrual). Se não tem uma menstruação regular, deverá realizar, preferencialmente, o autoexame sempre no mesmo dia de cada mês.

Se notar algo não usual, durante o autoexame da mama ou em qualquer outra altura, deve sempre contactar o médico, logo que possível.

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O Dr. David Rasteiro enumera os passos a seguir para a realização do autoexame da mama:

1. Coloque-se de pé (preferencialmente em frente a um espelho).
2. Tenha atenção à posição dos braços. Devem estar caídos ao longo do corpo.
3. O passo seguinte envolve comparar as duas mamas tendo em especial atenção ao tamanho e forma. Tenha presente que é perfeitamente normal uma mama apresentar maior volume que outra. Verifique se em alguma das mamas são visíveis nódulos ou pequenas saliências na pele em torno da mama.
4. Após verificar o aspeto geral da mama foque-se na região do mamilo. Deve prestar atenção a eventuais presenças de nódulos ou algum tipo de secreção que seja visível nesta zona.
5. De seguida deve levantar o braço esquerdo e examinar a mama esquerda com a sua mão direita. Pressione de forma suave com a ponta dos dedos e palpe toda a mama. Este passo é importante para verificar eventuais caroços ou nódulos que não sejam visíveis antes da palpação.
6. De seguida deverá massajar com a mão direita a zona da axila esquerda e a zona abaixo da mama. Mais uma vez a intenção deste passo é detetar eventuais formações anómalas em toda a região que está a observar.
7. Por último repita estes mesmos passos na mama direita de forma a concluir o exame.
Para o Dr. David Rasteiro «é importante perceber que este autoexame não substitui a eficácia de análise do exame clínico. Caso sinta alguma alteração na região da mama deve imediatamente contactar o seu médico e realizar os devidos exames para avaliar a situação».

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