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PSP ajuda pai aflito com filha internada e agradecimento torna-se viral

Redação
publicado há 1 semana
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Aquele que seria um «simples agradecimento» de um cidadão português a um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) já se tornou viral em todo o país. O testemunho de Vítor Martins Romão, publicado a 6 de novembro na página oficial de Facebook da PSP, está prestes a chegar às 24 mil partilhas.

O site Crescer mostra-lhe a mensagem de um pai aflito que está a emocionar os portugueses:

 

Antes de mais, a minha guerreira continua a lutar de forma brava. 24 horas depois da cirurgia.

Ontem, quando estava a regressar a Lisboa, vindo de uma rápida ida a Grândola, recebi uma chamada da Renata, aflitíssima, porque lhe tinham ligado do Hospital de Santa Maria a solicitar presença urgentíssima de um de nós.

Faltava assinar o termo de consentimento, para o procedimento anestésico da Margarida, e ela encontrava-se no bloco operatório em espera, para a tão urgente e vital cirurgia.

Escusado será dizer que, após ligar os quatro piscas, a minha condução passou para o modo WRC, na versão Pai Aflito.

Tenho esperança de não ter colocado em perigo os condutores que apanhei, mas talvez o tenha feito por queimar pontos para duas cartas de condução.

Algures na cidade, quando olhei pelo retrovisor, tinha uma moto da PSP a mandar encostar.

Assim fiz.

O agente dirigiu-se e, após continência, pediu-me os documentos e perguntou o porquê da marcha de urgência e do tipo de condução.

Ao que respondi, que tinha uma filha à espera num bloco operatório de Santa Maria, e que ele tinha duas opções: ou me prendia já, ou eu ia seguir e na mesma condução.

Obviamente, não estava o mais sereno, e as lágrimas correram-me, num misto de aflição e nervoso.

Calmo. Sem sequer tirar o capacete, nem pegar na carteira dos documentos, que lhe estava a dar, apenas me disse: ‘Respire fundo, acalme-se o que lhe seja possível e siga-me’.

Saiu em direção à mota e escoltou-me até Santa Maria.

Em frente ao portão principal, voltou a fazer continência e seguiu.

Fiquei sem palavras.

Nem nome, nem cara, sequer.

Apenas o senhor polícia da mota.

Talvez fosse isso mesmo que ele quis dizer. Ele foi apenas a Polícia. Foi apenas a instituição que representa. E eu e a minha filha, os cidadãos que ele jurou defender.

E existem muitas formas de defender.

Algumas nem vêm nos cânones, outras vêm nos cânones e são humanamente infringidas.

Obrigado senhor polícia, em nome, da minha família, do meu País, que tanto precisa. Jamais o esqueceremos.

Nota: numa sociedade que nunca será perfeita, mas que devemos sempre lutar para que seja, prefiro tolerar uma falha dos bons a ajudar os bons, do que penalizar uma falha dos bons a lutar contra os maus.

É só.

 

Vítor Martins Romão

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