Saúde

Problemas ginecológicos? Fique a par das soluções!

Redação
publicado há 3 anos
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A atrofia vaginal, secura, incontinência urinária, órgãos pélvicos mais baixos ou prurido constante na área genital são alguns dos problemas mais frequentes a nível ginecológico. Estes afetam, aliás, um elevado número de mulheres de todas as idades.

Mas o grande problema não está no facto de ocorrerem estas alterações, o grande problema reside na vergonha que as mulheres têm em falar sobre os distúrbios genitais pelos quais passam. O permanecerem em silêncio leva, aliás, a que estas acabem por ter problemas muito graves a nível emocional como é o caso de instabilidade emocional, depressão, perda de auto-estima e nalguns casos até divórcios.

A obstetra Regina Lorente, do Instituto Pérez de la Romana em Alicante, garante que «é importante que as pessoas se comecem a consciencializar para este facto». A mesma médica diz que tudo se pode resolver apenas com uma conversa sincera. «O que ajuda as mulheres é abrirem-se sobre estes problemas que elas não suportam e que pensam não terem solução», afirma.

Mudanças aos 40

 

Inicialmente os médicos obstetras e ginecologistas batiam-se mais com a questão apenas da gravidez e do pós-parto, mas a verdade é que os especialistas sabem que existem várias mudanças do foro íntimo que devem ser debatidas e que vão acontecendo nas mulheres ao longo do tempo.

É que estas mudanças afetam, em muito, a vida das mulheres sexualmente ativas, porque acabam por deixar de ter prazer ou de querer relacionar-se com os companheiros por saberem que têm problemas, por exemplo, de incontinência urinária. Segundo a mesma especialista, a maior parte dos problemas íntimos surge no pós-parto ou na menopausa, mas a realidade é que os 40 anos parecem ser um ponto fulcral para estas alterações se darem.

Na opinião de Regina Lorente o importante é manterem-se as consultas de planeamento familiar e ginecológicas em dia. Deve ir-se ao médico da especialidade com regularidade e não só quando o problema está num ponto de não retorno. É que para esta especialista tudo é tratável desde que as mulheres percam a vergonha de falar sobre os seus problemas íntimos. Pois é isso que pode levar a que um problema físico possa evoluir e transformar-se numa grave questão emocional.

Prevenir é preciso!

 

A verdade é que existem várias formas de se prevenirem os problemas ginecológicos. As estratégias são mais simples do que se possa pensar e podem passar, por exemplo, por manter atividade sexual de forma regular. É que ao contrário do que se possa pensar, esta especialista revela que «as pessoas que mantém uma vida sexual inativa tendem a ter mais problemas depois quando a recomeçam».

A secura vaginal, por exemplo pode ser prevenida com o uso de cremes ou gel e com tratamentos que os médicos assistentes podem receitar. «Há que hidratar a vagina», aconselha a obstetra.

Para além de tudo isto é importante, também, que as mulheres recorram a fisioterapia ou façam exercícios pélvicos para se poder prevenir «a perda de elasticidade do tecido, a diminuição da bexiga, útero ou reto, e, desta forma, evitar a perda de urina», garante ainda a médica.

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