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«Parti as costelas à minha filha para não morrer sufocada com uma cereja»

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publicado há 1 semana
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Quando nasce um filho, todo o cuidado é pouco. Ouvi isto vezes sem conta durante anos, antes de ser mãe.

Num segundo pode acontecer o mais grave dos acidentes mesmo com a criança a um palmo de nós.

Com este testemunho que escrevo ao site Crescer, não quero que as mães passem a viver em constante preocupação e obsessão pelos filhos. Mas todo o cuidado é pouco… mesmo! Há que estar sempre em alerta, SEMPRE!

A minha filha já é adolescente, mas nunca me vou esquecer daquele dia em que quase a perdi… Tinha ela dois anos e meio.

Normalmente, as grandes preocupações com a comida ocorrem nos primeiros dois anos, eles não mastigam bem, não têm os dentes todos… Depois disso vem o medo de se engasgarem com algo, quer seja alimento ou obejto. Mas a minha menina até era cuidadosa, nunca foi de colocar coisas na boca.

Um dia estávamos a jantar os três, eu, ela e o meu marido, e a sobremesa era cerejas. Adoramos cerejas! Como sou um bocado mãe-galinha (e até prefiro ser assim), cortava sempre as cerejas ao meio para tirar o caroço e só depois lhe dava. Claro que a tigela chegava à mesa e ficava afastada dela. Só lhe dava um pratinho com aquelas que já estavam arranjadas.

Mas naquele dia, que se tornou inesquecível, ela conseguiu chegar às cerejas e meteu imediatamente uma na boca. Acreditem, foi tudo tão rápido que eu só tive tempo de gritar e levantar-me para tentar salvá-la! A cereja ficou entalada na garganta e ela não conseguia respirar! QUE NERVOS! Nem palmadinhas nas costas nem nada resultou! Apertei com tanta força por baixo do peito que aquilo saltou para o meio do chão. E aí desatou a chorar… Tinha partido uma costela à minha própria filha! Que desespero…

Chamámos a ambulância e só acalmei quando o médico nos informou que não era uma fratura profunda e que eu tinha feito o que era necessário numa situação daquelas. A recuperação foi lenta, mas o que importa é que salvei a minha filha de morrer sufocada com uma cereja!

Por isso… Nunca julguem os outros, porque tudo pode acontecer mesmo à nossa beira!

 

 

 

Texto: Isabel Guimarães
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