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Noiva é diagnosticada com cancro dias antes do casamento e guarda segredo

Redação
publicado há 3 meses
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Charlotte Drake tem atualmente 34 anos e vive em Oxfordshire, Inglaterra. A mulher, que protagoniza esta história que é um exemplo para o mundo, foi diagnosticada com cancro da mama depois de sentir um nódulo. Faltavam poucos dias para subir ao altar e a gestora decidiu guardar segredo para viver o dia mais feliz da sua vida.

Tudo aconteceu em 2014. Charlotte sonhava casar e ser mãe desde os dez anos e poucos dias antes de dizer o «sim» recebeu uma notícia difícil de aceitar: estava com cancro.

Decidiu ir em frente e casou-se com Luke Drake, agora com 32 anos, em maio de 2014. Afinal, só «queria ter um casamento, não um funeral».

Apesar de não ter histórico familiar da doença, a gestora foi diagnosticada com um grau de cancro muito agressivo, que a poderia matar em apenas dois anos. Ao Daily Mail contou: «Quando fui diagnosticada, tinha 30 anos, não tinha histórico familiar, não fumava, raramente bebia e era muito saudável.»

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Charlotte colocou tudo em perspetiva

«Momentos antes de ir para o hospital para os meus resultados, eu estava a sofrer por não saber que cor de vestido comprar para a minha lua-de-mel. Uma hora depois disseram-me que eu tinha cancro.»

A noiva colocou tudo em perspetiva. O vestido deixou de ter importância, só pensava que a sua vida iria acabar.

«Estava convencida de que minha vida tinha acabado e disse ao Luke que não nos devíamos casar. Eu pensei que ia arruinar a vida dele e não queria ser a sua mulher só para eu morrer», recorda. «Mas ele foi incrível e disse-me que íamos em frente independentemente de tudo.»

Enquanto devia estar dedicada aos últimos preparativos do casamento, Charlotte Drake pesquisava os melhores sítios para fazer o tratamento. Viveu um autêntico misto de emoções. Ia subir ao altar, mas não sabia se iria sobreviver.

O pânico tomou conta da noiva. Os pais e as madrinhas eram os únicos que sabiam deste diagnóstico e acompanharam-na ao hospital. «Felizmente para mim, um cirurgião de cancro da mama estava no hospital naquele dia. Marcou-me a cirurgia para três dias após o casamento e sabendo que já tinha um plano de ação senti-me melhor», revela.

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Charlotte e Luke guardaram o segredo. Queria ter um dia inesquecível e que a ocasião fosse realmente feliz. «Não queríamos pena. Era um casamento, não um funeral.»

«A única coisa difícil era quando me abraçavam. Doía»

Tudo correu lindamente e a felicidade reinou no dia do casamento. «A única coisa difícil era quando a pessoas me abraçavam. Doía porque tinha acabado de fazer uma biópsia», explica.

Após o casamento, o casal adiou a lua-de-mel para que Charlotte pudesse fazer a cirurgia, apenas três dias depois de trocarem alianças.

Uma semana depois, realizou outra cirurgia. Seguiu-se a quimioterapia e a radioterapia. «Quando comecei a perder o cabelo, comprei uma máquina e disse ao Luke que tinha de me rapar a cabeça. Divertimo-nos muito, porque fizemos vários penteados. Depois passei a usar um chapéu.»

Nove meses de quimioterapia, dois de radioterapia e um ano de recuperação depois, Charlotte temeu que os tratamentos tivessem afetado as hipóteses de ser mãe.

Os tratamentos tinham realmente afetado os ovários e as hipótese de engravidar eram reduzidas. Mas o casal decidiu recorreu a uma fertilização in vitro e a gestora conseguiu engravidar. Preparou uma surpresa inesquecível para contar ao marido a grande novidade. «Entreguei-lhe uma caixa com dois pares de sapatinhos, uns rosa e outros azuis.»

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Às 30 semanas de gravidez, Charlotte Drake sofreu uma hemorragia e esteve internada durante as últimas seis semanas da gravidez. O bebé nasceu às 36 semanas. «Aconteceram tantos milagres e o Henry e é o maior de todos.»

Batizado do bebé foi no local do casamento

No mês passado, os papás realizaram o batizado de Henry na mesma igreja em que se casaram. «Era tão estranho estar de volta ao lugar em que eu tinha chorado, desesperada por um bebé. Desta vez, fiquei emocionada por estar lá com minha própria família», revela à publicação.

Agora Charlotte faz consultas e exames de rotina e está a incentivar todas as mulheres a estarem atentas ao seu próprio corpo. «A minha mãe sempre me ensinou a ter consciência das mamas e a verificar, embora não tenhamos histórico familiar de cancro de mama. Estou convencida de que ela me salvou a vida.»

«Se encontrar um nódulo, aja rapidamente. Eu encontrei o meu, o médico disse-me que não era nada e eu forcei para ser encaminhada para um especialistas. O meu cancro era agressivo e se não tivesse insistido poderia ter morrido em dois anos.»

Agora, Charlotte Drake está a angariar fundos para ajudar pessoas na mesma situação e prepara-se para caminhar na Breast Cancer Care Pink Ribbon Walk em associação com a Skechers.

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