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Mulheres portuguesas assumem-se felizes graças aos filhos e pouco realizadas no emprego

Redação
publicado há 6 meses
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Segundo um estudo, 47 por cento das mulheres portuguesas dizem sentir-se felizes ou muito felizes com a sua vida, graças aos filhos, netos ou amigos.

O estudo “As mulheres em Portugal, hoje”, coordenado por Laura Sagnier e Alex Morell, e com uma amostra de 2.428 mulheres com idades entre os 18 e os 64 anos e residentes em Portugal, entrevistadas em maio de 2018, através da Internet, indica que «a maternidade não é garantia de felicidade para as mulheres», embora 82 por cento das mães se sinta realizada com os seus descendentes.

Das inquiridas, 53 por cento tem filhos (destes, 52 por cento tem mais do que um) e 27 por cento tem intenção de ter, mas nove por cento nunca quis.

O estudo, encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos à consultora PRM, divide as mulheres em vários tipos, de acordo com as atitudes perante a vida: há aquelas que têm «tudo sob controlo» (18 por cento), as que estão «esgotadas» e «resignadas» (11 por cento) e as que estão «em luta» (13 por cento).

Há ainda 33 por cento que assume ser infeliz, devido a traumas de anteriores relações dos parceiros, devido ao seu aspeto físico ou ao seu trabalho.

«Não se pode dizer que as mulheres se sintam particularmente realizadas com o trabalho pago, em Portugal», observam os autores do estudo. Entre as inquiridas, 51 por cento está infeliz com o trabalho que tem. Para 44 por cento, o trabalho está abaixo ou muito abaixo das expectativas. Dois terços auferem menos de 900 euros líquidos por mês, um terço não tem vínculo contratual estável e 26 por cento trabalham mais de 40 horas.

As mulheres com mais escolaridade — considerada determinante na atitude perante a vida — têm salários mais altos (84 por cento das filhas têm um nível de escolaridade superior ao das mães).

«A situação vivida por muitas mulheres atualmente é insustentável, a vários níveis», podendo ter «um impacto significativo na natalidade, no absentismo laboral, nos sistemas de proteção social, na educação das crianças e jovens e nos índices de divórcio», concluem os autores.

Saiba mais sobre este estudo no Portal Impala.

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