«Ontem dissemos ‘olá e adeus’ à nossa doce Eva. Ela era tão perfeita do seu próprio jeito», escreveu Keri Young, uma mãe de Oklahoma, que está emocionar o mundo.
Esta norte-americana tomou uma das decisões mais difíceis da sua vida, depois de ter levado a sua bebé, em estado terminal, para doar os órgãos.
Na altura, Keri partilhou uma fotografia no hospital, onde aparece com o marido, o filho mais velho e a menina recém-nascida.

Bebé sofria de anencefalia
O casal descobriu que a filha sofria de anencefalia, quando fez a ecografia das 19 semanas. «Ela tem pés perfeitos e mãos perfeitas. Ela tem rins perfeitos, pulmões perfeitos e um fígado perfeito. Infelizmente, ela não tem um cérebro perfeito», escreveu Young no Facebook na altura.
«Descobrimos recentemente que ela tem anencefalia e é terminal», continuou.
Esta situação acontece quando o bebé nasce sem o cérebro totalmente desenvolvido e é fatal poucas horas após o nascimento.
Mesmo sabendo do desfecho, o casal quis seguir em frente com a gestação, para que os órgãos da filha pudessem ser doados e «dar vida a várias pessoas.»
O porquê desta decisão?
A doação de órgãos de recém-nascidos é rara, mas é possível. Nos Estados Unidos da América, entre 2008 e 2013, 21 doadores de órgãos tinham uma semana de vida ou menos. E por isso mesmo, os médicos disseram a este casal que, se tudo corresse como planeado, as válvulas cardíacas de Eva seriam selecionadas para doação, juntamente com seus rins, fígado, possivelmente o pâncreas e também os pulmões.
Mas o que leva um pai e uma mãe a quererem continuar uma gravidez, sabendo que a filha não iria sobreviver? Na altura, no Facebook, Keri explicou. «Diante de opções terríveis, decidimos continuar a gravidez a termo para Eva, que literalmente significa vida. Pode crescer forte e dar vida a várias pessoas através da doação de órgãos. Eva terá vida, mesmo que seja curta. Ela doará tudo o que puder e fará mais do que nunca na Terra», finalizou.
Fonte: Independent
