Família

O que leva um pai a matar o próprio filho?

Redação
publicado há 6 meses
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A menina encontrada morta, no Seixal, o homicídio da sogra e o suicídio do alegado agressor chocaram Portugal. Mas esta tragédia já se repetiu anteriormente. A pergunta que todos colocam é: Por que razão isto acontece?

Para a psicóloga clínica Elisabete Mechas, este tipo de situação é «incompreensível para o senso comum».

«Julgo que há estruturas de personalidade que se organizam de uma forma perturbada e que às vezes se manifestam. São estruturas frágeis em que, em momentos de maior tensão e raiva, acabam por não se conseguir manter estruturalmente a pensar e agem. Nesta forma de agir, de alguma forma, a destruir as pessoas à volta que lhes causam algum mal», explica.

«São pessoas doentes, há picos de desorganização da mente, são surtos psicóticos que as pessoas têm. São alturas em que pessoa fica incapaz de pensar, está impelida só pela ação pela agressividade», interrompe, para depois acrescentar:

«A criança estava no meio da discussão e das confusões (recorde-se que neste caso estava a ser discutida a regulação paternal), a criança não surge como uma ameaça, mas está no meio da confusão, é o objeto narcísico da pessoa. É quase como não vai ficar para ele, nem para a mãe. Já tivemos outras situações assim. Não levadas ao extremo como este caso, mas em caso de divórcio ou separação é usada mesmo para ferir o outro. É usar o filho com arma de arremesso para a mãe.»

No entanto, matar não significa que não ame. Leia mais aqui.

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