A apresentadora da SIC conversou com o site Crescer sobre a questão da maternidade, mas também sobre o facto de ser difícil conciliar a profissão que tem com a gravidez.
Inês Folque, de 32 anos, está grávida de quase oito meses e conversou com o site Crescer sobre a gestação. «Está a correr lindamente, tem sido uma ótima gravidez. Sinto-me bem, sinto-me com energia. Às vezes até me esqueço que tenho de ter algum cuidado com algumas coisas, porque faço tudo na mesma», começa por contar.
A apresentadora da SIC – que sofreu um aborto espontâneo antes desta gravidez – está a viver esta fase de uma forma muito feliz. «Está a correr bem e como o bebé está dentro dos padrões que deve estar, acabei por relaxar um bocadinho mais nesta última fase», continua.
«Estou mesmo com muita vontade de conhecer este bebé»
Se tudo correr como esperado, o primeiro filho de Inês e do marido, Gonçalo Ribeiro Telles, nascerá no início de janeiro.
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E haverá possibilidade de chegar um “menino Jesus” mais cedo do que o esperado? «Espero que venha no início do ano e que seja um presente de 2020. Estou mesmo com muita vontade de conhecer este bebé, mas como temos uma ligação muito engraçada e está a correr tudo bem, acho que faz bem ele estar aqui os nove meses para poder desenvolver da melhor forma. Temos uma vida inteira pela frente», diz sorridente.
«Vamos dar sempre primazia aos nomes de família»
À data da realização desta entrevista, Inês ainda não havia revelado o sexo do bebé, mas o site Crescer quis abordar o tema dos nomes.
Visto que agora já se sabe que está a caminho um rapaz, que nome o casal gostaria de dar ao “benjamim” da família? «O meu marido quer que sejam nomes ligados à família. O que esteve sempre em cima da mesa foi isso. Assim, os avós são João e Francisco. Também gostamos de Gonçalo. O trisavô era Tomás… Gostava que fosse um nome fácil em Espanha, porque eu tenho família espanhola e sou muito ligada ao país. Vamos dar sempre primazia aos nomes de família, porque é importante para o Gonçalo. Para mim são nomes bonitos, portanto não me faz diferença nenhuma», garante.
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E faz um aviso: «Ainda não pensei se vou revelar já o nome ou só quando nascer», deixa no ar.
«Eu e o Gonçalo estamos os dois muito alinhados em termos mais filhos»
Ainda não nasceu o primeiro filho de Inês e de Gonçalo, mas os objetivos do casal são claros. «Sempre quis muito ter uma família grande», anuncia a apresentadora.
«As circunstâncias da vida nem sempre são aquilo que queremos, mas acredito que sim. Sobretudo eu e o Gonçalo estamos os dois muito alinhados em termos mais filhos. Não sei quantos nos vão conceder, porque isto é um dom, é um milagre… Agora vamos gozar imenso este bebé que vem aí», alerta.
E Inês também fala da importância de ter irmãos. «Para mim é muito importante dar irmãos. As minhas irmãs são as minhas melhores amigas. É a coisa que mais valorizo na vida. É um presente enorme que se dá aos nossos filhos. Nem que fosse pelo menos um irmão, era uma coisa que eu queria muito concretizar, porque eu acho que é uma alegria para sempre. A ligação dos irmãos é uma coisa inexplicável e isso é também muito fruto do trabalho dos pais», assegura.
Inês viajou grávida para Barcelona numa altura de confrontos na cidade
Inês Folque nasceu em Barcelona, Espanha, e apesar de viver em Portugal desde sempre, não fica indiferente ao que se está a passar no “país vizinho” – várias manifestações começaram em outubro devido à condenação de líderes independentistas.
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«Não escondo alguma preocupação e tristeza. Sobretudo porque acho que não vai levar a lado nenhum, nem para um lado nem para o outro. Só vai causar alguma preocupação, tristeza, instabilidade e sobretudo uma desunião enorme entre as famílias. Neste momento assiste-se em Espanha, de facto, a umas zangas no seio das famílias de pessoas que têm ideias muito diferentes e de pessoas que defendem coisas muito diferentes. As famílias estão-se mesmo a desmoronar por causa de razões que não são assim tão relevantes…», dá a conhecer.
«Metade de mim está em Espanha»
A jovem esteve na cidade que a “viu nascer” no início do mês de novembro, altura em que os confrontos nas ruas de Barcelona estavam “ao rubro”, mas Inês assegura que estava «tudo controlado.»
«Normalmente o que chega a Portugal, é muito mais assustador do que o que se passa na realidade. E eu falei com os meus tios que vivem em Barcelona e eles disseram que estavam a fazer uma vida perfeitamente normal. Disseram que evitavam as zonas das manifestações, mas o que passava nas televisões cabia num quadradinho em relação à realidade. Estávamos só com receio por causa do aeroporto, mas não senti nenhuma insegurança e depois andei à vontade por todos os sítios que me apeteceu e não senti nada, nenhuma insegurança. Posso ter tido alguma sorte, porque já apanhei no fim, mas o que nos chega é sempre mais exagerado do que o que se passa na realidade. O que me deixa triste é o impacto que isto está a ter nas famílias em Espanha e na Catalunha», realça.
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Apesar de nunca ter vivido em Barcelona «uma grande temporada», Inês sempre teve «uma forte ligação com Espanha.» «A minha mãe é espanhola, os meus tios vivem lá, a minha avó vivia lá. Metade de mim está em Espanha. Sinto-me totalmente espanhola. As minha bases já foram criadas em Portugal; penso em português e sinto os hábitos portugueses. Tenho em Espanha amigos e a minha mãe fez sempre questão de fomentar esse lado. Fazemos questão de manter essa tradição».
«Quero muito viver esta maternidade, mas quero muito também ter espaço para ter a minha vida e o meu trabalho»
A apresentadora está a viver uma gravidez muito tranquila, mas realça que a profissão que tem «é um bocadinho incompatível» para as mulheres grávidas. «Não seria tanto se tivéssemos mais tempo para preparar as coisas. As gravidez são nove meses, vai-se tornando mais cansativo, depois mais complicado, portanto se as ideias não ficam alinhadas no primeiro trimestre também já não há espaço nem tempo para pôr em ação», revela.
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E acrescenta: «Nisso, a minha profissão é ingrata. Uma mulher que está à espera de bebé na minha profissão dificilmente estará a trabalhar, mas pior do que isso tudo é que não tem apoios para não trabalhar. Portanto tem sido um período mais calmo nesse sentido. Tenho feito alguns trabalhos mais esporádicos e de acordo com a capacidade que vou conseguindo ter. Mas gostava muito de, a seguir à gravidez, voltar a trabalhar e voltar a ter projetos. Quero muito viver esta maternidade, mas quero muito também ter espaço para ter a minha vida e o meu trabalho e acho que isso me vai tornar uma mãe muito melhor e muito mais completa. Logo que possível gostava de começar em ação com algumas coisas que tenho na cabeça e com algumas oportunidades que possam vir a surgir», finaliza.
Fotos: Helena Morais



