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«Fiquei traumatizada com o parto e não quero ter mais filhos»

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publicado há 1 mês
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Esta é uma realidade que afeta muitas mães. E tudo porque os médicos nos deixam sofrer até à última.

Compreendo que a forma mais natural de nascer seja através de um parto normal, pela vagina. Eu compreendo isso, mas daí a deixarem uma mulher, nos dias de hoje, a sofrer imensas horas… Isto é muito bonito. Temos de parir de forma natural. No entanto, se o bebé só decidir nascer às 40 semanas e já tiver uns quatro quilos, dificilmente será um parto santo. Deveria ser a mãe a decidir!

No meu caso, às 39 semanas implorei para ser mãe. A minha bebé já estava bem gorda, segundo o médico, mas estava bem no quentinho da minha barriga. Resultado? Só quis nascer às 41 semanas com… 4,100 quilos!!! Imaginem bem o que sofri. Pouca dilatação durante três dias. Lá fiz os nove dedos de dilatação, mas… rasgaram-me toda, claro. Felizmente a minha bebé nasceu super saudável, mas acreditem que foi um misto de emoções. Até ela nascer foi o pior dia da minha vida. Pensei que ia morrer de dores!

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Quando ela nasceu ainda estava completamente transtornada com aquilo tudo, mas foquei-me nela e naquele amor maior. O problema é que aqueles momentos deixaram-me traumatizada. Já passaram dois anos e ainda sonho com aquilo. Ainda tenho pesadelos com aqueles toques todos de vários enfermeiros, aquela agonia de ter de esperar horas e horas pela dilatação. Que desespero!

Provavelmente não terei mais filhos, não sei mesmo… Não sei se algum dia vou ter coragem. Ou então vou ter, mas certamente de cesariana marcada num hospital privado. Deviam pensar nisso. Se não querem que a taxa de cesarianas marcadas continue a aumentar, então amenizem as dores e os traumas das grávidas que decidem ser mães num hospital público.

Texto: Carolina Faria

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