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Dicas para sermos famílias mais pacientes…

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publicado há 6 meses
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Cada um de nós poderia dar uma (a sua) definição para a palavra paciência…

Aceite o desafio e pense numa só palavra através da qual poderia definir a palavra PACIÊNCIA.

Para mim paciência é…

Sendo para muitas famílias uma resolução de ano novo, um desejo para 2019, como podemos tornar-nos famílias mais pacientes?

A paciência esgota-se?

Mas podemos trabalhar a paciência?

É imediato ou leva tempo?

Quem tem de ser paciente? Os pais… porque os filhos estão numa fase difícil, porque estão a crescer, porque nasceu um irmão, porque…

Então e os nossos filhos não têm de ser pacientes?

Como fomentar a paciência nos nossos filhos?

Antes de mais não podemos confundir ser paciente com ser passivo. Não são sinónimos. Hoje a vida segue a um ritmo rápido, andamos sempre ativos e a responder a solicitações múltiplas, mas isso não implica que sejamos pessoas sem paciência, bem pelo contrário, implica que, quer pais, quer filhos, estejamos em permanente alerta, atentos ao que se passa à nossa volta, com capacidade de resposta rápida, mas que sejamos pessoas pacientes… em casa, no trânsito, na escola, no emprego, no desporto… na vida!

A paciência adquire-se com experiência, mas a paciência também se esgota!

A paciência desenvolve-se na zona do cortex pré frontal (na zona da testa) por isso quando colocamos a mão na testa e dizemos «Dai-me paciência» faz todo o sentido. E de facto os nossos níveis de paciência também não são sempre iguais daí que às vezes nos falte mesmo a paciência!

Há uns anos li num livro que a paciência se podia comparar a uma piscina, que tanto está cheia, como vazia, como a encher ou até a esvaziar… a nossa paciência pode ser comparada à piscina…

Temos fases de muita paciência e fases sem paciência para nada, fases em que sentimos que estamos a melhorar a nossa paciência e fases em que sentimos que a paciência se está a esgotar…

Devemos educar os nossos filhos para serem pacientes num mundo de enorme rapidez e pouco tempo para esperar!

A paciência também é contagiante… ambientes mais pacientes geram crianças mais pacientes.

E se dúvidas há sobre a importância desta competência na vida das crianças, dos adolescentes e dos adultos, há fortes indícios de que será uma competência crucial no futuro próximo de todos.

Na sala de aula de matemática garantidamente que a paciência é uma competência que faz falta, diria até que faz diferença entre as aprendizagens dos alunos. A matemática, com as suas características próprias, não é uma disciplina de imediato, exige esforço, empenho, trabalho e paciência, porque nem sempre corre bem, nem sempre percebemos tudo à primeira, nem sempre nos identificamos com os conteúdos programáticos, nem sempre sabemos ter a paciência necessária para ouvir e aprender!

Ideias:

Eu diria que todos os dias podemos ajudar os nossos filhos a serem mais pacientes… sem termos de estruturar e criar jogos e atividades… só com o dia a dia!

– Se dizemos logo depois de jantar, não é agora depois do pequeno almoço. Ajudar a que entendam que não temos tudo de imediato e que a paciência (de esperar) é um caminho que terão de conhecer;

– Se combinamos que no sábado o amigo vem cá a casa brincar e hoje ainda é terça feira, deixar que marquem no calendário e que entendam os dias que faltam, que se apercebam que os dias vão passando e que a ansiedade de esperar pela brincadeira é também uma aprendizagem que deverão fazer;

– Se vamos ao supermercado e concordamos que podem comprar um pacote de bolachas que lhes está mesmo a apetecer, podemos ensinar a esperar para que se paguem as compras para posteriormente abrir o pacote e comer as bolachas. Não tem de abrir o pacote no corredor das bolachas! É uma aprendizagem, mesmo que em algumas situações possa haver birra… faz parte do que precisamos de lhes transmitir, desenvolver a paciência de esperar. Por que tem de ser tudo aqui e agora?

– Podemos pensar numa surpresa e ir dando pequenas dicas para que tente descobrir, sem dizer quando nem o que vai acontecer. Esta expectativa perante algo desconhecido, o ir esperando e imaginando, excluindo situações e incluindo outras que se enquadram nas pistas dadas, é uma forma de desenvolver a paciência dos mais pequenos;

– O telemóvel dele tocou, e voltou a tocar e repetidamente chegam mensagens umas atrás das outras… por que não tentar que não vá de imediato ler as mensagens?

– Quando algo não corre como a criança espera, ensine-a a “contar até 10”, respirar, como forma de controlar, de se ouvir e mais calma depois expressar a sua opinião ou ponderar a atitude a tomar numa atitude mais paciente.

Concretizando com atividades…

Incentive-o a construir um puzzle – mas deixe-o perceber que precisa de paciência, de tempo, de atenção… não é necessário que resolva o puzzle todo no próprio dia, pode ficar montado na mesa da sala, na secretária do escritório, e todos os dias, procuramos mais uma peça, tentamos encaixar mais algumas peças… os puzzles trabalham a paciência, entre outras competências muito úteis à matemática) e ajudam a perceber que ter um objetivo é importante e que isso leva o seu tempo e dá o seu trabalho até se alcançar!

Jogos de cartas, por exemplo, como o jogo da paciência que fomentam a espera pela carta certa para a colocar no lugar certo e dar continuidade ao jogo. Desenvolvem paciência!

Cubo mágico – não sendo um jogo que trabalhe conteúdos matemáticos diretamente, através do cubo podemos trabalhar competências que fazem falta na sala de aula de matemática, entre elas a paciência (e tantos outros como a memória, a persistência, tentar, tentar… errar, voltar a tentar…)

Há o cubo mais conhecido que fez até parte das brincadeiras de alguns pais enquanto crianças e muitos outros que não sendo já “cubo” mantêm o objetivo e a estratégia, colocar as faces todas da mesma cor. Haja paciência!

Pedi aos subscritores da newsletter do blog, que indicassem uma (única) palavra que para eles define paciência, estas foram as mais escolhidas:

Paciência é…
ESCUTAR
ESPERANÇA
SABEDORIA
ESPERAR
PERSISTÊNCIA
VIRTUDE
QUERER
CAMINHO…

Alunos pacientes são melhores alunos.
A matemática agradece a ajuda dos pais no desenvolvimento desta competência.
«Haja paciência para a matemática» como me dizia um aluno estes dias.

Se isto vai fazer falta na sala de aula de matemática? VAI! Nem imagina quanto!

Mais dicas sobre este tema aqui.

 

Texto: Inês Ferreira Cruz, autora do blogue Inês Ferreira Cruz

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