Os acidentes na estrada são a principal causa de morte das crianças com mais de cinco anos. Apesar de haver um maior controlo das autoridades, há ainda muitos comportamentos de pais que colocam em risco a vida e a segurança dos mais pequenos.
A análise é da Associação para a Promoção de Segurança Infantil, que revela que os condutores estão mais conscientes dos perigos para os passageiros menores de idade. Mesmo assim continuam a manter alguns comportamentos de risco.
Segundo a APSI, o uso de sistema de retenção, como a cadeirinha, já ronda os 90 por cento, mas continuam a acontecer graves acidentes em Portugal que mostram que ainda há um longo caminho a percorrer na sensibilização dos condutores.
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Há cada vez menos acidentes fatais para crianças, mas, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, até novembro de 2018, 18 crianças e jovens perderam a vida nas estradas nacionais. Destas 18 vítimas, três tinham menos de 14 anos.
Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE), avançados pelo Jornal I, mostram, no entanto, um cenário em franca melhoria ao longo dos últimos 30 anos.
Veja os dados desde a década de 90:
1991 – 554 mortes de crianças nas estradas
1995 – 406 mortes
2000 – 155 mortes
2005 – 153 mortes
2010 – 59 mortes
2015 – 45 mortes
2017 – 34 mortes
Apesar da consciência dos adultos, há crianças e jovens que continuam a sofrer graves acidentes por negligência dos condutores.
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