Débora Seabra de Moura tem 36 anos e é auxiliar de desenvolvimento infantil, num colégio particular em Natal, no Brasil. Até aqui, esta história parece comum a tantas outras, mas na verdade, não é.
Débora tem Síndrome de Down e é ex-aluna da escola onde leciona. A diretora da instituição, que a contratou, falou com a publicação Pais&Filhos e garantiu que esta docente é uma profissional exemplar: «Débora faz parte da instituição e circula com muita tranquilidade entre os alunos. As crianças a veem-na como uma referência, como alguém que está ali para ajudá-las».
E, para além disso, é sempre acompanhada por especialistas para que a ajudem no desempenhar das suas tarefas. «Enquanto profissional, Débora é acompanhada por psicólogas e psicopedagogas, que a ajudam a desenvolver o seu trabalho enquanto professora assistente».
Discriminação nas redes sociais
Mas nem sempre a contratação de Débora foi de agrado para toda a gente. Uma juíza fez uma publicação que chocou o país, como se pode ler em baixo.

Uma carta aberta de Débora Seabra de Moura
Depois da polémica, Débora respondeu “à letra”, numa carta sincera e em que garantiu que ensina «coisas às crianças. A principal é que sejam educadas e tenham respeito pelas outras.»
Nesta escola há várias crianças com Síndrome de Down e esta professora é, sem sobra de dúvida, um exemplo para todas elas.
Fotos: Facebook