Saúde

Colposcopia: O exame que deteta o cancro do cólo do útero

Redação
publicado há 1 ano
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A colposcopia é um exame visual da vagina e do colo do útero, essencial na deteção do cancro e de outras lesões no colo do útero.

Este estudo permite fazer uma biópsia, ou seja, retirar uma amostra de tecido da zona onde as lesões foram detetadas. Essa amostra é enviada para laboratório para determinar se existem alterações celulares e se será necessário tratamento.

O instrumento utilizado na colposcopia é o colposcópio, que permite iluminar a região e ampliar a imagem entre 10 a 40 vezes, de forma a ser possível observar a vulva, a vagina e o colo do útero e efetuar biópsias localizadas.

Vantagens e benefícios

A principal vantagem deste exame é o diagnóstico precoce do cancro do colo do útero (cancro cervical), que é o segundo cancro mais frequente no género feminino e que corresponde a cerca de 10 por cento de todos os cancros da mulher. Em Portugal, o cancro do colo do útero afeta cerca de 13 ou 14 mulheres em cada 100.000, surgem cerca de 1000 novos casos todos os anos e causa cerca de 350 mortes por ano.

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A faixa etária média ronda os 42,5 anos e está intimamente associado à infeção por papiloma virus humano.

Por outro lado, trata-se de um exame simples que permite um diagnóstico preciso de diversos problemas ginecológicos e um tratamento mais orientado.

Metodologia

Este é um exame é um ato médico e só deve ser executado por um médico especialista. É indolor e leva aproximadamente 10 a 20 minutos. Além de se observar o colo do útero é importante também examinar a vagina e vulva com o colposcópio.

Durante o exame coloca-se um espéculo vaginal, para separar as paredes da vagina. O colposcópio permanece a cerca de 30 centímetros da vagina, não contactando com a paciente. Este exame não causa dor mas apenas um incómodo passageiro.

O médico aplicará uma solução com iodo sobre o colo do útero e sobre a vagina para identificar áreas anómalas. Assim, é importante averiguar previamente a existência de alergia ao iodo). Utilizam-se várias lentes de aumento ou filtros de diferentes cores para se poder avaliar a área examinada.

Se forem identificadas áreas suspeitas, será importante realizar uma ou mais biópsias para estudo posterior. Durante a biopsia, é recolhido um fragmento muito pequeno de tecido que é enviado para o laboratório.

Indicações

A colposcopia deve ser realizada sempre que sejam encontradas alterações na citologia, um exame mais simples e que consiste na recolha de células da superfície externa do colo do útero e do canal endocer­vical, com um instrumento específico (espátula ou escova). Essas células são depois espalhadas numa lâmina de vidro e fixadas ou colocadas num frasco, em meio líquido e enviadas para o laboratório.

Sendo um exame do colo e trato genital inferior realizado com ampliação, permite identificar lesões displásicas ou neoplásicas e caracterizar a sua localização, dimensão e extensão. Por outro lado, permite a realização de biópsia e permite a seleção do tratamento mais adequado.

A colposcopia está indicada sempre que a citologia revela anomalias, quando existem lesões visíveis ou palpáveis do colo, nas coitorragias (hemorragias durante as relações sexuais), corrimento inexplicado, perdas de sangue não explicadas, antecedentes de cancro do colo, vagina ou vulva e na vigilância após terapêutica.

Cuidados a ter

É aconselhável ter disponível uma cópia do último exame citológico.

A colposcopia não requer preparativos especiais. Contudo, é muito importante que durante os dois dias anteriores ao procedimento, não se tenham relações sexuais, não se introduzam na vagina medicamentos vaginais, cremes ou tampões, evitar duches vaginais e o exame não deve ser realizado durante o período menstrual.

Este exame pode associar-se a irritação vaginal (pelas soluções utilizadas), hemorragia ou infeção, no caso de se realizar uma biópsia. Todos estes problemas são de fácil resolução.

A colposcopia pode ser feita durante a gravidez, se necessária. Ela não interfere com a gravidez, com o parto ou com a fertilidade da mulher.

Se for necessário algum tratamento, ele poderá ser adiado para depois do parto, a não ser que seja urgente e inadiável.

 

 

 

Texto: site oficial da CUF

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