Gravidez

Ciência vence infertilidade: Conheça casos reais que são verdadeiros milagres!

Redação
publicado há 5 meses
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Conheça as soluções de Procriação Medicamente Assistida (PMA) que existem à medida de cada caso e que gera autênticos milagres.

Ana (nome fictício), aos 30 anos, decidiu ser mãe. Aparentemente saudável, nunca pensou que teria tantas dificuldades em engravidar e sofrer de infertilidade. «Tinha finalmente a vida organizada e, pela primeira vez, senti-me preparada para ter filhos», refere. Após um ano de tentativas falhadas, consultou Daniela Sobral, médica ginecologista do Hospital Lusíadas Lisboa e descobriu ter ovários policísticos, o que dificultava a fecundação. O marido não apresentava qualquer tipo de problema relativamente à fertilidade.

Ana procedeu, então, à estimulação hormonal, mas sem resultados positivos. Após vários testes, foi descoberto o motivo: tinha as trompas obstruídas e com infeção assintomática, que tiveram de ser retiradas por laparoscopia.

Exemplo de coragem

Mulher de fibra, Ana – que prefere manter o anonimato porque a família e amigos nunca chegaram a saber as dificuldades pelas quais passou – não baixou os braços. «Pensei que se não engravidasse por meios naturais seria por outros, mas não duvidei de que iria engravidar», conta. Fez um ciclo de injeções hormonais, devidamente controladas através de testes sanguíneos para não se dar a hiperestimulação, que causa aumento de peso e a possibilidade de gerar gémeos. O dia-a-dia incluía idas diárias ao hospital para que o agendamento da retirada do óvulo fosse acertada. Posteriormente, seria fertilizado in vitro.

«Os exames eram muito rápidos», recorda Ana. «Em 10 minutos chegava ao hospital e voltava ao trabalho; era já uma rotina.» Engravidou, mas o feto deixou de se desenvolver às oito semanas e teve de ser retirado. «Nunca pensei em desistir de ser mãe», conta, «apesar de ser fisicamente penoso, principalmente quando os óvulos são retirados».

Percurso turbulento com final feliz

Se da primeira vez que engravidou não considerou o fracasso, da segunda vez, após seis meses de pausa nos tratamentos, e um ciclo de estimulação hormonal, Ana temeu o pior. Até porque nos primeiros dois meses foi obrigada a ficar de repouso absoluto em casa. Mas tudo correu pelo melhor e acabou por dar à luz, por via de parto normal, uma menina saudável. Confiante de que poderia repetir o processo, acabou por engravidar novamente, após dois anos e duas fertilizações in vitro.

Devido ao descolamento da placenta às quatro semanas, passou a maior parte de tempo de gravidez em repouso, mas hoje, aos 37 anos, é mãe de duas meninas, uma com três anos e outra de oito meses. A mais nova foi batizada com o nome da médica que a acompanhou ao longo deste processo, moroso, mas compensador.

Agradecimentos: Dra. Daniela Sobral, Ginecologista do Hospital Lusíadas, Lisboa - Rota da Saúde

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