A portuense Beatriz Araújo faz este ano parte do leque de alunos com melhores médias de entrada na universidade. Poderia ser apenas mais uma de muitas estudantes brilhantes, mas a vida da jovem aluna do Colégio Júlio Dinis não reflete um quotidiano fácil. Beatriz Araújo conciliou os estudos com o trabalho desde os 15 anos. Passou pelo McDonald’s – o seu primeiro emprego – e pela caixa do supermercado Pingo Doce. Foi nesta última função que se manteve ao longo de todo o 12.º Ano e onde passou os seus fins de semana.
«Durante a semana, aproveitava as horas vagas entre as aulas e as explicações que dava para conseguir algum tempo de estudo na biblioteca, mesmo que pouco, e ao chegar a casa tentava despachar as tarefas domésticas o mais rápido possível para ainda ter algum tempo de estudo antes do jantar», explica ao Portal de Notícias. Por ser filha de uma funcionária do Colégio Júlio Dinis, Beatriz teve direito a desconto na mensalidade. Contudo, para fazer face às despesas e não ser «um encargo» para os pais, arregaçou as mangas e fez de tudo um pouco: trabalhos de freelancer para a Bluebird, foi modelo e deu explicações a alunos mais novos.
Família de Beatriz Araújo emigra para fazer face às despesas
A família, o seu grande suporte, deu-lhe a ajuda que podia, mas «não chegava no que se refere à parte económica».
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