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«Apaixonei-me pelo mesmo homem que a minha irmã»

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publicado há 4 semanas
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O amor quando aparece, aparece! Não escolhemos por quem nos apaixonamos. Era bom que assim fosse, não era? Mas não é! E eu sou prova disso!

Sou quatro anos mais nova do que a minha irmã. Sempre fomos muito cúmplices e sempre soubemos os segredos uma da outra. Desde namoricos, a dramas, a conquistas, a partilhas…

Até que um homem veio estragar tudo o que tínhamos construído uma vida inteira.

Ela tinha os seus 28 anos e eu os meus 24 quando começou a namorar com o H.. Nunca a tinha visto tão feliz… Como a relação começou a correr bem, naturalmente começou a levá-lo a casa, apresentou-o aos pais, ele começou a estar nos jantares de família… Começou a fazer parte do nosso núcleo.

Eu estava solteira, depois de um grande desgosto de amor e comecei, claro está, a conviver com eles.

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Se ao início estava encantada com a relação deles, aos poucos fui-me apercebendo que estava a olhar para ele de uma maneira diferente. Conversávamos muito, ríamos e sentia-me bem ao pé dele.

Percebi, com o passar do tempo, que me estava a ligar demasiado. Estava a ficar apaixonada pelo namorado da minha irmã.

Quando percebi que tal estava a acontecer, comecei a afastar-me e ele deu conta. Surpresa das surpresas? Era mútuo… Não conseguimos controlar o que estava a crescer dentro de nós. Ele estava a deixar de gostar da minha irmã e estava a gostar de mim, eu estava loucamente apaixonada pelo namorado da pessoa que mais amava no mundo.

Não soube lidar com a situação. Pedi-lhe, por tudo, para nos afastarmos. Não queria dar esse desgosto à minha mana. Ele pressionou-me várias vezes para que contássemos a verdade e lhe disséssemos o se estava a passar. Rejeitei! Preferi afastar-me!

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Todos acharam estranho, mas eu achei que essa fosse a melhor opção. E foi!

Acabei por tentar a minha sorte profissional longe do sítio onde morávamos. E consegui! Fugi, literalmente! E não me arrependo! Eles continuaram juntos. E ele, apesar de gostar de mim, não deixou de fazer a minha irmã feliz.

Já passaram uns anos e eles já não estão juntos. Eu refiz a minha vida ao lado de alguém maravilhoso e a minha irmã também seguiu em frente.

Nunca mais falei com a pessoa em questão, mas não deixará nunca de ser a culpada de ter saído do meu porto de abrigo e ter “fugido” de perto da minha família.

 

Texto: Joana

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