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«Aos quatro anos a minha menina diz que tem uma filha imaginária»

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publicado há 1 ano
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A história dos amigos imaginários sempre foi surreal para mim. Nunca acreditei que fosse possível tal situação. Achei, sim, que as crianças brincavam com os seus bonecos e falavam sozinhas.

Eu, sendo adulta, confesso que muitas vezes também falo sozinha, seja no carro ou em casa… Por vezes acontece. Mas o que acontece com a minha filha é, de facto, surreal.

A Joana tem cinco anos e desde há uns meses que dou com ela a falar sozinha. No início achei que fosse ‘normal’. As brincadeiras com as bonecas, o falar com as ‘suas meninas’, etc, etc…

Mas as conversas dela têm sido um bocadinho mais além. Neste momento diz que tem uma filha. Tenho de por prato para a ‘minha neta’ comer, senão há birra na certa e já chegou a querer que comprasse roupa para a pessoa que existe na sua imaginação. Segundo a Joana, a filha dela chama-se Mel e é igual a uma amiguinha na escola.

Leia também: A verdade sobre os amigos imaginários

 

O pior de tudo aconteceu num restaurante, quando estávamos a escolher o que íamos comer e ela começou a perguntar à filha imaginária o que queria comer. E sim, tinha uma cadeira ao lado dela, vazia, onde supostamente a Mel estava sentada. O empregado ficou a olhar para ela, mas não disse nada. Sorriu e nós explicámos que a Joana tinha uma filha imaginária.

Simpaticamente, o senhor disse que a menina devia ser muito bonita, pois tinha uma ‘mãe’ linda. Claro que este à vontade do empregado nos deixou ‘aliviados’ por ter entrado com naturalidade no Mundo dela. Mas nem sempre assim é.

As pessoas são muito cruéis e o facto de verem uma criança a ter as atitudes que a Joana tem, acham tudo menos normal. Não condeno. Eu de fora pensaria igual. Lá diz o ditado: «Só quem passa por elas é que sabe!». E é mesmo.

Já achei que a minha filha tivesse algum problema. Não conheço ninguém que tenha passado pelo mesmo. Na escola reagem com normalidade e garantem que não é caso único, mas… É estranho. Muito estranho.

Sou ‘avó’ de uma neta imaginária  e sou mãe de uma filha que tem atitudes fora do normal.

 

Texto: Vanessa Costa

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