Família

«Ainda te consideras uma criança ou já és adolescente?» A Crescer perguntou e as respostas são hilariantes!

Andreia Costinha de Miranda
publicado há 3 semanas
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A 1 de junho celebra-se o Dia da Criança e, como tal, o site Crescer quis saber se alguns meninos e meninas ainda se consideram pequenos ou já querem ser tratados como jovens. As respostas são, no mínimo, impressionantes.

Manuel Encarnação, 12 anos

Manuel Encarnação tem 12 anos e sente que já não pertence ao clube das crianças. «Não, não me considero uma criança mas não consigo explicar porquê», diz. A verdade é que, o facto de muitas vezes o tratarem ainda como «um bebé», o leva a não perceber em que fase da vida está.

«Umas vezes tratam-me como um bebé e dizem: “cuidado com isto, cuidado com aquilo”, para outras já acham que sou muito crescido! Às vezes gosto de me sentir protegido mas acho que deviam ter mais confiança em mim e deixarem-me ser mais independente», desabafa Manuel.

E que diferenças há entre uma criança e um pré-adolescente? «O meu corpo mudou e dizem que estou mais refilão… Os meus gostos também mudaram», garante.

Renata Belo, 15 anos

Para Renata Belo, de 15 anos, os adultos deviam ser diferentes. «Gostava que alguns adultos fossem mais compreensíveis em relação a certos assuntos e que percebessem que não é por sermos novos que não temos os nossos problemas. E acreditem, que temos alguns… Gostava também que percebessem que os tempos da adolescência dos adultos de hoje, são diferentes dos nossos. Acho que amadurecemos mais cedo e acho que os adultos não estão preparados para isso. Vão sempre ver-nos como bebés. Isso pode travar o nosso crescimento natural, porque limita-nos», assegura.

Rita Aguiar, 15 anos

Rita Aguiar, de 15 anos, é também um adolescente com ideias fixas. «Gostava que os meus pais me deixassem fazer mais coisas como sair à noite com os meus amigos ou passar o dia com eles, porque acabo sempre por me divertir e corre tudo bem», diz. Mas há mais! «Também gostava que eles não se preocupassem tanto por onde eu ando ou com quem estou porque os meus pais podem confiar em mim. Podia ter uma mesada maior, assim dava para ir a sítios e a concertos que muitas vezes não consigo ir pois já não tenho dinheiro ou podia comprar mais roupa», continua.

Francisco Monteiro, 16 anos

Em primeiro lugar, Francisco Monteiro garante que «não há pontos a melhorar na educação» dada pelos pais. «Tenho a sorte de ter uns pais que me educam da melhor maneira. Tenho algumas regras básicas desde pequenino. Também me ensinaram que é muito importante saber respeitar os outros que a meu ver é a “lei fundamental” para a vida», garante.

Mas… há sempre um mas… «Claro que se às vezes confiassem um bocadinho mais em mim e me deixassem sair mais vezes à noite, eu gostava, mas na verdade eles explicam-me o porquê de não me deixarem e eu acabo por concordar que eles têm razão…» E há mais… «Às vezes gostava de poder comprar mais cenas, mas também aí eles me explicam o porquê de não o fazermos e lá acabo eu a concordar que eles têm razão: no fundo não me falta nada. Sou um puto feliz! Puto não… adolescente», acrescenta.

Constança Ribeiro, 13 anos

Para Constança Ribeiro, de 13 anos a pré-adolescência está a chegar a passos largos. «Nem sempre me considero uma criança pois depende, por exemplo: as crianças levam uma vida sem preocupações, sem dificuldades e muitas vezes sem responsabilidades nem tarefas, ao contrário de mim que tenho bastantes. Mas também me considero muito criança pois sou bastante infantil, por vezes, na forma como penso, ajo, imagino, sonho e divirto-me».

Mas ainda assim, há quem ainda a trate como uma “menina pequenina”. «A minha mãe e os adultos, por vezes, ainda me tratam como se fosse uma criança. Eu já tenho treze anos e gosto de liberdade. Os adultos deviam dar-me mais liberdade para fazer as minhas escolhas, decidir o que mais gosto sem ter de ser controlada por eles», diz. No fundo, o conselho que Constança dá aos pais é: «Têm de deixar de ser tão controladores, têm de dar mais liberdade, têm de confiar mais».

E qual a diferença entre ser criança e pré-adolescente para esta jovem? «As crianças são ingénuas, com menos juízo, não têm responsabilidades nem dificuldades. Um pré-adolescente tem responsabilidades, as dificuldades aumentam, os adultos passam a exigir mais, entramos numa fase que temos de atingir mais objetivos», afirma.

Rodrigo Cardoso, 12 anos

Aos 12 anos, Rodrigo Cardoso ainda se considera uma criança e também sente que os pais o tratam como tal. «Ainda me tratam em determinadas alturas como criança. Ainda sou muito dependente da minha mãe e é uma das coisas que deveria mudar futuramente, pois muito devido a isso não me considero muito autónomo», assume.

Por isso mesmo, Rodrigo acha que os adultos em geral «devem confiar mais nos filhos e dar-lhes mais responsabilidades, para que no futuro não se sintam enrascados, caso surja alguma situação em que seja necessário tomar uma decisão urgente na ausência dos pais.»

Até porque, «uma criança depende muito dos pais tal como as suas decisões», mas um pré-adolescente «já quer ser mais autónomo, começar a escolher os seus amigos, sair com eles, ter opinião em relação a determinados assuntos, começa a ter um estilo próprio de vestir, etc…»

Madalena Oliveira, 12 anos

Madalena Oliveira tem 12 anos e não sabe bem se já é criança ou pré-adolescente. «Depende da situação», realça. Quando são crianças, «há mais brincadeira e têm pouco conhecimento. Já um pré-adolescente começa a definir os seus interesses, o que permite selecionar os outros pré-adolescentes através dos seus interesses», diz.

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